Ao levantar hoje pela manhã, 29 de novembro de 2016, e ligar a TV, me defrontei com uma trágica notícia: um voo que levava uma equipe de 22 jogadores de futebol para a Colômbia, onde o time iria disputar o final da Copa Sul-Americana, havia sofrido um acidente. Até o momento em que estou escrevendo, dos 81 passageiros a bordo, 76 faleceram e há 5 sobreviventes: 3 goleiros, um membro da equipe de bordo e um jornalista.

2015 foi um ano histórico para a equipe Chapecoense. Classificado na Copa Sul-Americana, o time foi escalado para a sua primeira partida internacional, um dos sonhos de sua torcida. A imprensa e os torcedores consideraram o jogo como o principal da carreira do time. Ontem à noite, os jogadores iriam a Medellín, na Colômbia, para disputar uma partida contra o Atlético Nacional pela final da Copa Sul-Americana. Às 22 horas o avião caiu em Cerro Gordo, Colômbia.

Mesmo não tendo interesse em futebol, é impossível não se emocionar com uma notícia trágica dessas. Pensamos que poderia ser nós naquele local. Pensamos nos familiares e amigos das vítimas. Pensamos o que teria se passado na mente de cada passageiro daquele avião nos seus minutos finais de vida. O que teriam feito diferente, se soubessem que aquela era a sua última viagem?

Não cabe a nós julgar os motivos por trás das tragédias que ocorrem. Certa vez, os discípulos questionaram a Jesus sobre algumas questões que os estavam intrigando. O governador Pilatos havia mandado assassinar vários judeus no momento em que ofereciam seus louvores a Deus. Uma torre havia desabado e matado 18 pessoas. Deus estava castigando essas pessoas por algum “pecado oculto”? Eis a resposta de Cristo: “Vocês pensam que, se aqueles galileus foram mortos desse jeito, isso quer dizer que eles pecaram mais do que os outros galileus? ... E lembrem daqueles dezoito, do bairro de Siloé, que foram mortos quando a torre caiu em cima deles. Vocês pensam que eles eram piores do que os outros que moravam em Jerusalém? De modo nenhum!” (Lucas 13:1-5). Coisas ruins atingem a todos, sejam ímpios, sejam pessoas tementes a Deus. Em toda a terra de Uz não havia homem tão justo e íntegro como Jó. E, tragédia após tragédia, ele perde sua riqueza, seus filhos e sua saúde (Jó 1 e 2).

O que nos cabe como cristãos, é “chorar com os que choram” (Romanos 12:15). Mostrar palavras de amor, consolo e encorajamento aos que ficam. Solidarizarmo-nos com os enlutados. Assim como o “Pai das misericórdias e Deus de toda consolação ... nos consola em todas as nossas tribulações” (2 Coríntios 1:3-4), devemos consolar os que sofrem.

O momento também é apropriado para passarmos em revista nossa própria vida. As escrituras nos dizem que somos como um sopro; nossos dias são uma sombra passageira (Salmos 144:4). Um dia, sem aviso prévio, nossa vida também terminará, e nos restará o juízo de Deus (Hebreus 9:27). Cristo contou uma parábola sobre um homem rico e avarento, e um mendigo, coberto de chagas e que passava necessidades à porta do outro. Os cães vinham lamber as suas feridas. Quando morreram, o destino de ambos se alterou dramaticamente: é dito que o rico foi para um local de tormento, e o mendigo, cujo nome era Lázaro, para o descanso junto do patriarca Abraão. Suas escolhas foram seladas, e de onde estavam, não poderiam mais sair (Lucas 16:19-31).

Que “conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Oséias 6:3). Nosso destino eterno depende de “conhecermos ao único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem Ele enviou” (João 17:3). E que nossa vida aqui na Terra seja mais praticante das virtudes recomendadas pelo apóstolo Paulo: “Que o amor de vocês não seja fingido. Odeiem o mal e sigam o que é bom. Amem uns aos outros com o amor de irmãos em Cristo e se esforcem para tratar uns aos outros com respeito. Trabalhem com entusiasmo e não sejam preguiçosos. Sirvam o Senhor com o coração cheio de fervor. Que a esperança que vocês têm os mantenha alegres; aguentem com paciência os sofrimentos e orem sempre. Repartam com os irmãos necessitados o que vocês têm e recebam os estrangeiros nas suas casas. Peçam que Deus abençoe os que perseguem vocês. Sim, peçam que ele abençoe e não que amaldiçoe” (Romanos 12:9-14).

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