A liberdade religiosa é importante para os Batistas do Sétimo Dia, em primeiro lugar, porque vocês são Batistas. Desde o início do século XVII, nós, os Batistas, defendemos a liberdade religiosa para os outros tanto quanto para nós mesmos. De John Smyth, na Holanda, a Thomas Helwys, na Inglaterra, a Roger Williams, na Nova Inglaterra, nós, os Batistas, afirmamos com firmeza que as questões do espírito não devem ser de nenhuma preocupação para o magistrado. Enquanto nós entregamos a César o que é de César e somos bons cidadãos, sabemos que nossa fidelidade a Deus é primordial. Durante a era colonial, Isaac Backus e John Leland defenderam a proteção do exercício da religião contra as imposições religiosas na Declaração de Direitos - para usar as palavras de Roger William, aquela “cerca viva ou muro de separação entre o jardim da igreja e o deserto do mundo”.

Nos últimos 80 anos, o Comitê Conjunto Batista pela Liberdade Religiosa realizou esse esforço para defender e estender a liberdade religiosa - não apenas para os Batistas, mas para todos os filhos de Deus. Servindo 15 instituições Batistas, incluindo a Conferência Geral Batista do Sétimo Dia, o Comitê Conjunto Batista arquiva resumos na Suprema Corte dos EUA, mantém um olhar atento no Congresso, aconselha os governos à medida que vão e vêm e fornece recursos educacionais destacando a importância da liberdade religiosa, inclusive através das mídias sociais.

Os Batistas do Sétimo Dia também estão interessados na liberdade religiosa, afinal, vocês são Batistas do Sétimo Dia. Com suas raízes na Inglaterra, mas deste lado do Atlântico, com Stephen Mumford em Newport, RI, em 1672, vocês têm levado adiante a bandeira da liberdade religiosa junto com os Batistas do primeiro dia. Os Batistas do Sétimo Dia, talvez, são maiores beneficiários da luta pela liberdade religiosa do que alguns outros Batistas. Seu tamanho relativamente pequeno faz com que as proteções contra-majoritárias na Primeira Emenda1 sejam ainda mais importantes para vocês. E, como resultado de suas preocupações especiais sabatistas, os Batistas do Sétimo Dia raramente tomam a liberdade religiosa como garantida. Vocês sabem o que é estar fora de sintonia com uma cultura que às vezes acomoda os fiéis do primeiro dia, mas que planeja quase tudo sob o sol do Sábado.

Nós do Comitê Conjunto Batista temos tido o privilégio de desfrutar de sua parceria desde 1963. Consideramos uma grande honra trabalhar com grandes Batistas do Sétimo Dia como o senador Jennings Randolph, Leon Maltby, Duane Hurley, Leon Lawton, Ken Chroniger, Dale Thorngate, Kevin Butler, Rob Appel, Nick Kersten e muitos outros.

Além de liderar as proteções gerais à liberdade religiosa - legislações históricas, como a Lei de Restauração da Liberdade Religiosa e a Lei de Igualdade de Acesso -, o Comitê Conjunto Batista tem apoiado assuntos de especial interesse para os Batistas do Sétimo Dia. Estes incluem: a defesa da Lei de Liberdade Religiosa no Local de Trabalho para fortalecer as proteções no Título VII para acomodação religiosa no local de trabalho; a luta junto com o advogado Gerald Grimaud contra a agenda insensível de atletismo universitário no Sábado; conselhos a Cheri Appel sobre questões relativas ao Sábado que surgiram no sistema escolar público em que ela trabalhava; e recentemente apresentou uma petição no Supremo Tribunal dos EUA, apoiando a proteção reforçada para a expressão religiosa no local de trabalho, resultando em uma vitória de 8-1 em Abercrombie & Fitch vs. EEOC (2015).

Em suma, tanto a Conferência Geral Batista do Sétimo Dia quanto o Comitê Conjunto Batista pela Liberdade Religiosa são parceiros integrais na luta pela liberdade religiosa. Sua união com milhões de Batistas de outros 14 instituições Batistas participantes aumenta drasticamente sua influência em algo que beneficia a todos nós: o gozo da liberdade dada por Deus, para a qual Cristo nos libertou, protegida da interferência governamental por fronteiras constitucionais.

1 Primeira Emenda à Constituição dos Estados Unidos: “O Congresso não legislará no sentido de estabelecer uma religião, ou proibindo o livre exercício dos cultos; ou cerceando a liberdade de palavra, ou de imprensa, ou o direito do povo de se reunir pacificamente, e de dirigir ao Governo petições para a reparação de seus agravos.”


Traduzido por Fabricio Luís Lovato a partir de Seventh Day Baptists are important to the religious liberty movement!

NOTA DO TRADUTOR: O artigo acima foi escrito por J. Brent Walker, o qual entre 1999 e 2016 foi Diretor Executivo da Baptist Joint Committee for Religious Liberty (Comitê Conjunto Batista pela Liberdade Religiosa), uma das principais agências de defesa da liberdade religiosa nos Estados Unidos, formada por diversas denominações Batistas. Nesse texto, publicado no periódico Sabbath Record em abril de 2016, o autor fala destaca a importância da Igreja Batista do Sétimo Dia na defesa da liberdade religiosa.

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