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  Atire o seu pão sobre as águas, e depois de muitos dias você tornará a encontrá-lo. Reparta o que você tem com sete, até mesmo com oito, pois você não sabe que desgraça poderá cair sobre a terra. Quando as nuvens estão cheias de água, derramam chuva sobre a terra. Quer uma árvore caia para o sul quer para o norte, no lugar em que cair ficará. Quem observa o vento não plantará; e quem olha para as nuvens não colherá. Assim como você não conhece o caminho do vento, nem como o corpo é formado no ventre de uma mulher, também não pode compreender as obras de Deus, o Criador de todas as coisas. Plante de manhã a sua semente, e mesmo ao entardecer não deixe as suas mãos ficarem à toa, pois você não sabe o que acontecerá, se esta ou aquela produzirá, ou se as duas serão igualmente boas. A luz é agradável, é bom ver o sol. Por mais que um homem viva, deve desfrutar sua vida toda. Lembre-se, porém, dos dias de trevas, pois serão muitos. Tudo o que está para vir não faz sentido.    

Eclesiastes 11:1-8

Muitos líderes se perdem entre os conflitos que emergem no seio de suas equipes. Encontram-se perdidos, impacientes e confusos ante a determinados conflitos de liderados que não se explicam, nem se resolvem.

O líder pensa: já estabeleci funções, limitei papéis, admoestei, orei, fiz de tudo para com quase todos e essa problemática não se resolve. Sempre há conflitos que se repetem entre a mesma pessoa ou grupo.

Quando recebi a notícia de que seria mãe, milhões de dúvidas e preocupações vieram à minha cabeça. Surgiu o medo da responsabilidade e um friozinho na barriga ao imaginar as hipotéticas situações que viveria com aquele ser ainda sem forma em meu ventre.

“Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis”. Provérbios 31:10

O dicionário nos dá a seguinte definição sobre a palavra “retrato”: “Representação de uma pessoa pela pintura, desenho ou fotografia, descrição”. Ao criar Eva, para ser a companheira de Adão, Deus a fez também “... sua imagem e semelhança”.

“O Deus do Antigo Testamento é talvez o personagem mais desagradável da ficção.” Assim declara o ateu Richard Dawkins em seu livro “Deus, um delírio”, apresentando a seguir uma lista de adjetivos nada ... elogiosos.  Um dos principais argumentos do movimento neoateísta é sua reivindicação do desprezível caráter moral de Deus, conforme apresentado nas páginas do Antigo Testamento. Reivindica-se que essa parte da Bíblia está saturada de leis bizarras (pois quem se sentiria tentado hoje a cozinhar um cabrito no leite de sua mãe? – Êxodo 23:19), ou nos piores casos, intolerantes e violentas.

  Além disso, enfrento diariamente uma pressão interior, a saber, a minha preocupação com todas as igrejas.    

2 Coríntios 11:28 (NVI)

Amados irmãos e irmãs, graça e paz da parte de nosso Senhor Jesus Cristo vos sejam multiplicadas!

Muito se tem escrito e falado sobre o grandioso amor de Deus para com o caídos filhos de Adão. Nesta breve reflexão, todavia, destacaremos um aspecto assaz marcante do ministério do Senhor Jesus Cristo, enquanto Deus-Homem, após a ressurreição, nos últimos dias de Sua jornada aqui.

A narrativa tem seu registro no Evangelho de João, no último capítulo — capítulo 21. O texto básico está nos versículos 15 a 17. Entretanto, para melhor nos situarmos no contexto, com um mais adequado pano de fundo, propomos a leitura desde o verso primeiro.

Confira-se, pois, o texto bíblico:

  Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: "Simão, filho de João, você me ama realmente mais do que estes? " Disse ele: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo". Disse Jesus: "Cuide dos meus cordeiros". Novamente Jesus disse: "Simão, filho de João, você realmente me ama? " Ele respondeu: "Sim, Senhor tu sabes que te amo". Disse Jesus: "Pastoreie as minhas ovelhas". Pela terceira vez, ele lhe disse: "Simão, filho de João, você me ama? " Pedro ficou magoado por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez "Você me ama? " e lhe disse: "Senhor, tu sabes todas as coisas e sabes que te amo". Disse-lhe Jesus: "Cuide das minhas ovelhas.    

João 21:15-17 , NVI – grifei

Tive o cuidado de sugerir a leitura desde o verso primeiro deste capítulo 21 do Evangelho de João para o fim de situar a todos no contexto em que se deu a narrativa. Entretanto, nesse cenário, interessa-nos, mais amiúde, o diálogo de Jesus com Pedro nos versos 15 a 17.

Com o propósito de economizar tempo e espaço e, principalmente, com o fito de manter o foco no marcante diálogo acima transcrito, vou propositadamente ignorar os comentários de teólogos de avantajada estatura (intelectual, moral e espiritual) sobre as discussões a respeito da autoria joanina deste capítulo 21 do Evangelho de João.

No v. 14 do cap. 21 de João está dito que essa foi a terceira vez que Jesus Cristo ressuscitado apareceu aos Seus discípulos.

Vale à pena lembrar de novo o texto bíblico. Em Marcos temos a informação de que no primeiro dia da semana, muito cedo, as mulheres foram visitar o túmulo de Jesus. À ocasião, elas questionavam quem iria revolver (deslocar, rolar) a grande e pesada pedra da entrada do sepulcro.

Mas, quão surpreendente foi a cena seguinte! Essa inquietação ficou superada quando constataram que a pedra já estava removida. Aproximando-se, viram um jovem varão vestido de branco (um Anjo, certamente). Eis, pois, o monólogo: “Não tenham medo, disse ele. Vocês estão procurando Jesus, o Nazareno, que foi crucificado. Ele ressuscitou! Não está aqui. Vejam o lugar onde o haviam posto. Vão e digam aos discípulos dele e a Pedro: Ele está indo adiante de vocês para a Galileia. Lá vocês o verão, como ele disse” (Marcos 16:6 e 7 – grifos meus).

Convido-lhe, agora, a soltar sua imaginação e acompanhar de forma meditativa o magnífico e restaurador diálogo de Jesus com Pedro, consoante encontramos nos versículos 15 a 17.

Após as saudações protocolares de rotina e ainda após a refeição, o Maravilhoso Jesus ressurreto toma a iniciativa do diálogo com Pedro.

Confira-se que a primeira pergunta que Jesus dirigiu a Pedro, foi: “Simão, filho de João, você me ama mais do que estes?” (v. 15).

Com essa pergunta, evidentemente, Jesus não está exigindo de Pedro um amor maior, mais robusto e mais consistente, isto é, que fosse qualitativa e quantitativamente superior aos dos seus colegas.

Concordo com o Pastor Doutor Warren W. Wiersbe, quando pondera que essa pergunta provavelmente queria dizer: “Você me ama — como você mesmo afirmou — mais do que os outros discípulos me amam”? Pedro havia se gabado de seu amor por Cristo e o havia até contrastado com o amor de outros discípulos. “Por ti darei a própria vida” (João 13:37). “Ainda que venhas a ser um tropeço para todos, nunca o serás para mim” (Mateus 26:33). Essas declarações jactanciosas podem indicar que Pedro acreditava amar a Jesus mais do que os outros discípulos.[1]   

Em verdade, a própria Bíblia nos fornece um esclarecimento à indagação do Senhor Jesus Cristo. Confira-se que do Evangelho de Mateus se extrai o seguinte diálogo: (31). Então Jesus lhes disse: Ainda esta noite todos vocês me abandonarão. Pois está escrito: Ferirei o Pastor e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas. (32) Mas, depois de ressuscitar, irei adiante de vocês para a Galileia. (33) Pedro respondeu: Ainda que todos te abandonem, eu nunca te abandonarei. (34) Respondeu Jesus: Asseguro que ainda esta noite, antes que o galo cante, três vezes você me negará. (35) Mas Pedro declarou: Mesmo que seja preciso que eu morra contigo, nunca te negarei. (...)”. (Mateus 26:31 a 35, NVI – grifei)

Com efeito, Cristo está refrescando a memória de Pedro sobre sua própria declaração de irrestrita fidelidade e incondicional lealdade ao Senhor.

Voltemos ao famoso diálogo pós-ressurreição.

Cumpre assinalar que a primeira pergunta que Jesus dirigiu a Pedro, foi:

  Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: "Simão, filho de João, você me ama realmente mais do que estes? " Disse ele: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo". Disse Jesus: "Cuide dos meus cordeiros". Novamente Jesus disse: "Simão, filho de João, você realmente me ama? " Ele respondeu: "Sim, Senhor tu sabes que te amo". Disse Jesus: "Pastoreie as minhas ovelhas". Pela terceira vez, ele lhe disse: "Simão, filho de João, você me ama? " Pedro ficou magoado por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez "Você me ama? " e lhe disse: "Senhor, tu sabes todas as coisas e sabes que te amo". Disse-lhe Jesus: "Cuide das minhas ovelhas.    

João 21:15-17 , NVI – grifei

Aos que gostam do texto em sua forma original grega, tive o cuidado de providenciar essa transcrição, dando destaque aos verbos ἀγαπάω (agapao) e φιλέω (phileo). Confira-se, pois:

(15) Ὅτε οὖν ἠρίστησαν λέγει τῷ Σίμωνι Πέτρῳ ὁ Ἰησοῦς, Σίμων Ἰωάννου, ἀγαπᾷς με πλέον τούτων; λέγει αὐτῷ, Ναί, Κύριε, σὺ οἶδας ὅτι φιλῶ σε. λέγει αὐτῷ Βόσκε τὰ ἀρνία μου. (16) λέγει αὐτῷ πάλιν δεύτερον, Σίμων Ἰωάννου, ἀγαπᾷς με; λέγει αὐτῷ, Ναί, Κύριε, σὺ οἶδας ὅτι φιλῶ σε. λέγει αὐτῷ, Ποίμαινε τὰ πρόβατά μου. (17) λέγει αὐτῷ τὸ τρίτον, Σίμων Ἰωάννου, φιλεῖς με; ἐλυπήθη ὁ Πέτρος ὅτι εἶπεν αὐτῷ τὸ τρίτον, Φιλεῖς με; καὶ εἶπεν αὐτῷ Κύριε, πάντα σὺ οἶδας, σὺ γινώσκεις ὅτι φιλῶ σε. λέγει αὐτῷ [ὁ Ἰησοῦς], Βόσκε τὰ πρόβατά μου”.[2]   

Mas, a menção ao texto original primitivo tem, única e tão somente, finalidade pedagógica. Nesse passo, socorre-me a lembrança uma aula de grego e exegese bíblica no meu 2º ano da Faculdade de Teologia – em 1975 -- quando, do Prof. Pedro Apolinário recebi, aprendi e apreendi as informações que agora repasso aos distintos leitores e à amada Igreja.

À ocasião, mesmo sem desconhecer a teoria da equivalência dinâmica, do Dr. Eugene A. Nida, atinente às traduções da Bíblia para os diferentes idiomas, o meu Professor, alicerçado em respeitadíssimos comentaristas e lexicólogos, envidou dedicado empenho em estabelecer a relação verbal entre os verbos ἀγαπάω (agapao) e φιλέω (phileo). Fomos buscar respaldo, então, em importantes gramáticas e léxicos com o fito de alcançar uma melhor compreensão.

O que avulta em importância nessa breve reflexão, é o fato de que Jesus Se dirigiu a Pedro empregando um verbo que denotava o ato de amar num plano mais elevado. Alude, pois, a um amor incondicional e de entrega completa. Decerto, é o amor que devemos cultivar em nossa relação com Deus. É, outrossim, o amor que não mede sacrifícios. Pedro, contudo, ofereceu sua resposta num plano inferior, indicativo de menor comprometimento. Jesus empregou um verbo conotativo de amor incondicional. Pedro responde com uma declaração de amizade.

Sem embargo dessa realidade, fico muito impressionado com o carinho de Jesus para com Pedro expressando um amor restaurador. A vida do apóstolo foi restaurada e seu ministério também. Daí, o claro e desafiador comando do Senhor: “Apascenta os meus cordeiros” (João 21:15).  

Foi muito feliz o Pastor Hernandes Dias Lopes quando, a propósito, observou que “a palavra grega ‘boske’ (apascentar), significa literalmente ‘dar-lhes alimento’. Os cordeiros são as ovelhas tenras, sensíveis e frágeis. Está implícito que Jesus está restaurando não apenas a vida de Pedro, mas também seu ministério. A exigência para Pedro voltar à lide pastoral é amar a Jesus, o dono do rebanho. Jesus não lhe pergunta: ‘Pedro, você me teme? Você me honra? Você me admira?’ A única condição para cuidar das ovelhas de Cristo é amar o Pastor das ovelhas. (...). Pedro é convocado a dar alimento aos tenros cordeiros, a velar por eles e apascentá-los. Jesus, porém, deixa claro que os cordeiros lhe pertencem. Pedro vai cuidar do alheio. Pedro vai cuidar dos cordeiros que pertencem a Jesus, o bom, o grande e o supremo Pastor”.[3]  

Por último, quero convidar-lhe a uma meditação nas expressões usadas por Cristo e por Pedro no lançamento dos desafios e nas respostas oferecidas.

Como acima transcrito, consoante se extrai do texto bíblico, o Senhor Jesus utilizou, nas duas primeiras interrogações, o verbo ἀγαπάω (agapao), sendo que Pedro respondeu em ambas com o verbo φιλέω (phileo). Na terceira abordagem, todavia, o Senhor Jesus desceu ao nível do amor professado por Pedro e também utilizou o verbo φιλέω (phileo).

Faz-me bem pensar que, se por um lado, Pedro negou a Jesus publicamente em três momentos diferentes; por outro, Jesus providenciou a restauração de Pedro publicamente também, diante dos outros discípulos, ensejando-lhe responder por três vezes a mesma pergunta. Pedro teve o seu cajado restaurado. Aleluia!

Glória a Deus! Jesus é Deus conosco! Ele é Emanuel! Ele desceu até nós. Sofreu as nossas dores. Experimentou o peso da humilhação e rejeição. Carregou os nosso fardos. Conhece as nossas lágrimas. Traz-nos a paz!  

Deus nos abençoe!

Bernardino de Vargas Sobrinho

Pastor Geral — Presidente da Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira


[1] WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento: vol. V, Tomo I, 1ª ed., 6ª reimpressão. Santo André/SP: Editora Geográfica, 2012, p. 514.

[2] SCHOLZ, Vilson. Novo Testamento Interlinear Grego-Português. Texto Grego: The Greek New Testamet, 4ª ed., – São Paulo/SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2004, p. 435.

[3] LOPES, Hernandes Dias. Comentários Expositivos Hagnos – João: As Glórias do Filho de Deus, 1ª ed., 3ª reimpressão – São Paulo/SP: Editora Hagnos Ltda., 2016, p. 510.

  Além disso, enfrento diariamente uma pressão interior, a saber, a minha preocupação com todas as igrejas.    

2 Coríntios 11:28 

Amados irmãos e irmãs, graça e paz da parte de nosso Senhor Jesus Cristo vos sejam multiplicadas!

O ano de 2019 está chegando ao fim. Estou convicto de que ao adentrarmos a segunda quinzena de dezembro, passamos a respirar os últimos momentos desse ano.

  Além disso, enfrento diariamente uma pressão interior, a saber, a minha preocupação com todas as igrejas.    

2 Coríntios 11:28

Amados irmãos e irmãs, graça e paz da parte de nosso Senhor Jesus Cristo vos sejam multiplicadas!

Venho novamente até vocês para apresentar uma palavra de reflexão sobre um dos aspectos da conduta cristã. Nesta sétima “Mensagem do Presidente”, julgo ser oportuno um olhar mais detido e aprofundado sobre o poder da língua e seu alcance na comunidade dos salvos.