Banner da lição da escola bíblica vigentePara se se ter uma vida espiritual saudável, a busca diária através da oração e da leitura bíblica não é algo opcional. Se quisermos permanecer de pé espiritualmente, mesmo sendo bombardeados todos os dias pelo inferno e todos os tipos de tentações, é imprescindível buscar na fonte eterna, que é Cristo Jesus, forças para cada dia de batalha. Cada cidadão do Reino de Jesus deve tomar sua carne, suas vontades e lançar-se de vez, sem olhar as circunstâncias adversas.

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  E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.    

Miquéias 5:2 

INTRODUÇÃO

 

   O Senhor Jesus é eterno, e a Palavra comprova. E esta lição tem o propósito de apresentar os diversos contextos em que se confirma a eternidade de Jesus, o Cristo. Sabemos que muitas pessoas admitem a existência de Deus Pai, mas não a do Seu Filho; há ainda os que admitem o Filho, porém não como Salvador; outros ainda O veem como Salvador, mas não o único caminho ao Pai. São desencontros de informações, ou até mesmo informações “demais” que confundem a mente de muitos seres humanos e os deixam desorientados quanto à pessoa de Deus, o Filho.

   Nosso intuito é, através de versículos bíblicos e seus contextos, perceber a verdade em relação à origem de Jesus, O qual não é limitado no tempo, nem no espaço, mas convive com o Pai de eternidade a eternidade! Veremos essa afirmação tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento. Além disso, Suas obras também testemunham Sua eternidade, além das Suas atuações como o Anjo do Senhor! Assim como estudamos na lição passada sobre a pessoa do Espírito Santo e O vimos no início de tudo junto a Deus Pai, assim também constataremos que o Senhor Jesus também procede desde a eternidade!

 

O ANTIGO TESTAMENTO COMPROVA

   O versículo 2 de Miquéias 5 não deixa dúvidas quanto à longevidade de Cristo Jesus. Miquéias está pregando ao povo de Judá que sofre opressão do exército inimigo; e lendo o capítulo três, ainda veremos o povo sendo subjugado pelos seus líderes e ainda enganados por falsos profetas. E a profecia do profeta de Deus, dada pelo Espírito Santo do Senhor, é de que o Rei dos reis nasceria naquela terra, o que é confirmado no Novo Testamento. Todavia não se trata de um rei comum, mas alguém que já existia! Humanamente é inconcebível existir alguém que não existe. Contudo é palavra de Deus que é dada àquele povo. Se consultarmos os históricos bíblicos, verificaremos que entre a profecia e o nascimento do Rei passaram-se aproximadamente 700 anos. Porém como a Palavra nunca falha, o Rei Jesus se torna rebento na terra profetizada por Miquéias.

   Essa criança que “nos nasceu” de Judá é a mesma denominada “Pai da eternidade” pelo profeta Isaías no século oitavo a. C.(Isaías 9:6), ora, por que o profeta o denominou assim? Cremos que toda a Escritura é inspirada pelo Espírito Santo, logo essa expressão Pai da eternidade não foi escrita por acaso, mas sim com o propósito de nos mostrar a abrangência da vida de Deus Filho. Berkhouwer cita “A Confissão Belga”, um dos vários documentos da Igreja Reformada, escrito em 1561, cujo Artigo 10 reconhece a eternidade de Jesus.

“O art. 10 reconhece Cristo como o verdadeiro e eterno Deus, o fi lho unigênito gerado eternamente, não feito nem criado(porque assim seria uma mera criatura), mas consubstancial ao Pai, eterno como o Pai, a imagem expressa da autonomia do Pai e reflexo da sua glória, sendo em tudo igual ao Pai. É fi lho de Deus não apenas no momento da sua encarnação, mas desde toda eternidade, como Verbo e Filho, por meio de quem todas as coisas foram criadas”.

   Davi, já no século décimo a.C, falava de um Senhor eterno no salmo de número 102, “Dizia eu: Deus meu, não me leves no meio dos meus dias, tu, cujos anos alcançam todas as gerações. Desde a antiguidade fundaste a terra; e os céus são obra das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permanecerás; todos eles, como uma veste, envelhecerão; como roupa os mudarás, e fi carão mudados. Mas tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim” (Salmos 102:24-27) (grifo nosso). Podemos deduzir que Davi referia-se a Deus Pai, pois estamos aqui no Antigo Testamento, e isso é plausível, todavia podemos perceber o atributo da eternidade também conferido a Jesus quando o escritor da carta aos hebreus escreve o capítulo 1, versos 10 a 12. Vejamos: “E: Tu, Senhor, no princípio, fundaste a terra, e os céus são obra de tuas mãos; eles perecerão, mas tu permanecerás; e todos eles, como roupa, envelhecerão, e, como um manto, os enrolarás, e, como uma veste, se mudarão; mas tu és o mesmo, e os teus anos não acabarão”.

   O capítulo 1 de Hebreus está falando de Cristo Jesus, da Sua superioridade em relação aos profetas e aos anjos e, concomitantemente da Sua eternidade, atributo de Deus visto em Salmos 102 o que é ratificado aqui em Hebreus, onde podemos identificar a mesma essência em ambas as pessoas, em Deus Pai e em Deus Filho. Ou seja, a palavra comprova que Jesus já estava na eternidade com o Pai, atesta também que a Triunidade é eterna, que a pessoa de Jesus com a pessoa do Pai, assim como já estudamos a pessoa do Espírito Santo, são um desde o início, digo desde o início porque não conseguimos mensurar o infinito.

 

O NOVO TESTAMENTO COMPROVA

   Assim como o Antigo, o Novo Testamento também nos revela que Jesus sempre foi, que já era no início. O livro de João é o mais explícito em relação à origem do Filho de Deus. Embora complexo em entendimento inicialmente, podemos atestar a longevidade, a comunhão com Deus Pai e a essência de Jesus. João diz “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1:1). Observando a expressão No princípio, voltamo-nos para Gênesis 1:1, que também inicia com essa expressão, e mais interessante ainda que a palavra Deus, no hebraico, em Gênesis, está no plural elohim, porém o verbo “criou” está no singular. Traduzindo para a nossa língua portuguesa haveria aí um erro de concordância verbal, visto que o verbo no singular não concordaria com o sujeito Deuses, que está no plural.

   Podemos deduzir então que a Trindade estava desde o início porque havia mais de uma pessoa, pois o sujeito está no plural, contudo o verbo indica uma singularidade na ação; como Eles são um (Pai, Filho e Espírito Santo), o verbo permanece no singular. Em João 1:1, a Palavra, o Verbo, o Logos estava lá também, e Ele era Deus, e que também estava com Deus! Esse verso é ao mesmo tempo complexo e profundo e também altamente elucidativo, pois nos afi rma que Jesus sempre foi Deus e com Deus Pai estava desde o início. Em outra ocasião, em debate com os fariseus, Jesus lhes disse que Ele era antes de Abraão(8:58). Aqueles homens acharam isso um insulto, pois a forma como o Senhor falou, reportava à fala de Deus Pai em Êxodo 3:14: “E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos fi lhos de Israel: EU SOU me enviou a vós”, enquanto a fala de Jesus aos fariseus é: “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou” (grifo nosso), e esta expressão, assim como aquela, denota eternidade!

   Ao conversar com o Pai, Jesus expõe a nós a Sua eternidade no versículo 5, do capítulo 17 do mesmo livro de João, “E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse”. A fala do Mestre demonstra uma intimidade com o Pai antes de qualquer coisa que veio a existir, Sua unidade em Deus Pai, Seu esvaziamento divino(com aquela glória que tinha contigo...) e Seu retorno junto ao Pai em glória. Stott escreve sobre como a eternidade de Deus nos envolve dizendo:

O chamado eterno de Deus. desde o princípio Deus os escolheu para serem salvos... Ele os chamou para isso por meio de nosso evangelho...” (2 Tessalonicenses 2:13-14). De maneira alguma, o apóstolo Paulo denotava ter uma mentalidade estreita! Seus horizontes não são limitados por nada, a não ser a eternidade do passado e a do futuro. Deus, na eternidade do passado, escolheu-nos para sermos salvos. Depois, ele nos chamou no tempo, levando-nos a ouvir o evangelho, crer na verdade e ser santificados pelo Espírito, com o objetivo de que compartilhássemos a glória de Cristo na eternidade do futuro. Em uma única sentença, a mente do apóstolo cobre o período que se estende desde “o princípio” até “a glória”.

   À medida que lemos e prestamos atenção às palavras, veremos que o Senhor é eterno e quer que estejamos com Ele também na eternidade, que de eternidade a eternidade Sua intenção sempre foi a de ter-nos juntos a Ele como afirma Stott. Escrevendo aos colossenses, Paulo quer enfatizar que Jesus é o Senhor da criação. Naquele tempo, Colossos passava por um momento de sincretismo, o povo abraçava as diversas vertentes filosóficas, orientais, gregas, etc. então o apóstolo afirma que “... o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (grifo nosso) (Colossenses 1:15-17).

   O escritor da carta aos Hebreus, no capítulo 1, versos de 10 a 12, confirma Jesus como construtor do mundo ao dizer: “E: Tu, Senhor, no princípio, fundaste a terra, e os céus são obra de tuas mãos; eles perecerão, mas tu permanecerás; e todos eles, como roupa, envelhecerão, e, como um manto, os enrolarás, e, como uma veste, se mudarão; mas tu és o mesmo, e os teus anos não acabarão”. Atentemos para as expressões no princípio e teus anos não acabarão, elas nos dão a ideia de existir antes de tudo(no princípio) e continuar existindo apesar de tudo(teus anos não acabarão). Assim como a palavra permanecer também tem um sentido perene, pois além de outros sinônimos, também significa continuar a existir. Tim LaHaye, comentando sobre João 1:15, observa que

É importante notar que Jesus Cristo não começou a existir quando “o ente santo” [ou coisa santa, na versão King Jones, em inglês] (Lucas 1:35), o óvulo fertilizado da encarnação, foi colocado no ventre da virgem Maria. Ele já existia antes da fundação do mundo. Jesus foi “o Verbo” que “estava no princípio com Deus”. Na verdade, esse “Verbo era Deus” (João 1.1). João Batista afirmou que, embora seu nascimento antecedesse seis meses o de Jesus, entretanto “[Ele, Jesus] já existia antes de mim”. Em outras palavras, João confessou que Jesus existia antes de sua própria concepção.

   Para finalizarmos esse ponto sobre a comprovação no Novo Testamento da preexistência do Deus Filho, analisaremos mais um texto bíblico que nos apresenta um Jesus eterno: “Devido ao juramento de Deus, Cristo pode garantir para sempre o sucesso deste sistema novo e melhor. No sistema antigo era preciso haver muitos sacerdotes, a fim de que quando os mais velhos morressem, o sistema ainda pudesse continuar com os outros que ocupavam o lugar deles. Mas Jesus vive para sempre e continua a ser Sacerdote, de modo que não se precisa de mais ninguém. Ele pode salvar completamente todos quanto vão a Deus por meio dele. Uma vez que viverá eternamente, estará sempre ali para lembrar a Deus que Ele já pagou os pecados deles com o seu sangue” (Hebreus 7:22-25, VIVA – grifo nosso). Sem dúvidas, o Novo Testamento, assim como o Antigo, traz informações que atestam a eternidade do Senhor Jesus, atribuindo a Ele a mesma essência e as mesmas características de Deus Pai.

 

AS OBRAS DE JESUS COMPROVAM SUA ETERNIDADE

   Qual o papel de Jesus na história da Humanidade? Podemos afirmar perfeitamente que Cristo é o único caminho que leva o homem de volta à presença do seu Criador. Porém há um objetivo bem claro em toda a Bíblia para que o Filho de Deus Se esvaziasse e viesse a terra. “Havia, em processo, um plano divino de resgate do homem e era preciso exterminar as obras malignas de satanás”4 , e por que esse cuidado com você e comigo? “Por meio da Palavra, Deus fez todas as coisas, e nada do que existe foi feito sem ela. A Palavra era a fonte da vida, e essa vida trouxe a luz para todas as pessoas” (João 1:3-4 – NTLH). Somos parte da obra suprema de Deus, e em algum momento essa parte se perdeu, porém a pessoa do Filho Deus trouxe salvação à Sua criatura feita à semelhança de Deus, libertando-a das trevas(Hebreus 2:14). Percebemos que a obra, o trabalho de Cristo Jesus deu-se tanto na criação do universo, quanto na manutenção dessa mesma obra.

   Essa manutenção é observada na carta de Paulo aos colossenses, capítulo 1, versos 16 e 17: “Pois, por meio dele, Deus criou tudo, no céu e na terra, tanto o que se vê como o que não se vê, inclusive todos os poderes espirituais, as forças, os governos e as autoridades. Por meio dele e para ele, Deus criou todo o Universo. Antes de tudo, ele já existia, e, por estarem unidas com ele, todas as coisas são conservadas em ordem e harmonia (NTLH – grifo nosso). A preexistência do Senhor Jesus se confirma novamente nesse versículo que diz antes de tudo Ele já existia, e confirma também o cuidado eterno com toda a Sua obra, pois Ele a conserva em ordem e harmonia.

   “Quem intentar uma Sistemática a partir das Obras de Cristo, com a convicção de que estas Obras revelam sua Pessoa, diminui o mistério desta Pessoa: a Pessoa de Cristo é que confere às suas Obras um valor eterno e universal”5 . Ou seja, Cristo é o Senhor, por meio d’Ele tudo foi criado, e vemos o quanto Se preocupa conosco, a Sua obra de resgate é para que não percamos a nossa eternidade perdida no Éden, para que estejamos com Ele de volta à eternidade. A Sua obra de destruição de satanás é para que tudo o que foi feito pelo Senhor volte ao equilíbrio e à harmonia inicial da criação do universo. Ainda na carta aos hebreus a Palavra confirma o zelo de Deus por nós, pois “Ele falava aos homens por meio de profetas; falou aos homens por meio de Seu Filho, e Este está entronizado para sempre”(Hebreus 1:1-2, 8). No final, apenas precisamos ser gratos por Seu amor e Sua misericórdia!

 

AS MANIFESTAÇÕES DO ANJO DO SENHOR

    Em várias passagens bíblicas, há aparições de anjos. Todavia é interessante se notar que há anjos nominados (Miguel, Daniel 10:13 21; 12:1; Judas 1:9; Apocalipse 12:7; Gabriel, Daniel 8:16; 9:21; Lucas 1:19 26), anjos indeterminados, um anjo(1 Reis 19:5; 1 Crônicas 21:15; Mateus 1:20; Atos dos Apóstolos 10:3) e algumas passagens que inferimos como aparições divinas, ou seja, o próprio Deus apareceu ao homem na terra. Essas aparições, ou manifestações, possuem uma nomenclatura específica. O pastor Wesley Batista, em seus escritos, cita uma dessas nomenclaturas, cristofania, que seria “uma manifestação física de Jesus no Antigo Testamento”6 . E a Bíblia Apologética de Estudos nos traz o outro conceito, teofania, que seria “a manifestação de Deus em uma unidade composta”

   É importante analisarmos alguns aspectos apresentados em algumas manifestações divinas, porque quando “O Anjo” se apresenta, traz em Si todas as características, atributos de Deus. Analisemos o versículo 10, do capítulo 16 de Gênesis, que diz: “Disse-lhe mais o anjo do Senhor: Multiplicarei sobremaneira a tua descendência, de modo que não será contada, por numerosa que será” (grifo nosso). O verbo multiplicarei não consta no linguajar e nem nas responsabilidades de um anjo comum, porém na fala e na vontade de Deus. Vejamos a diferença de atitude angelical no capítulo 19, verso 9 e 10 de Apocalipse: “Então o anjo me disse: —Escreva isto: “Felizes os que foram convidados para a festa de casamento do Cordeiro! ” E o anjo disse ainda: —São essas as verdadeiras palavras de Deus. Aí eu me ajoelhei aos pés do anjo para adorá-lo, mas ele me disse: —Não faça isso! Pois eu sou servo de Deus, assim como são você e os seus irmãos que continuam fiéis à verdade revelada por Jesus. Adore a Deus! Pois a verdade revelada por Jesus é a mensagem que o Espírito entrega aos profetas” (NTLH – grifo nosso).

   Se entendermos que a pessoa de Deus Pai nunca se apresentou ao homem por completo, podemos admitir que, no Antigo Testamento, Cristo Deus Filho se manifestava. Em João 1, verso 18, Jesus é enfático em dizer: “Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer”; há outros versículos que declaram a impossibilidade do homem ver a Deus (Êx 33:20; João 6:46; 1 Timóteo 6:16; 1 João 4:12-20). Alguns mais questionadores podem fazer referência ao capítulo 24 deste mesmo livro bíblico, verso 9 e 10 “Então subiram Moisés e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel, e viram o Deus de Israel, e debaixo de seus pés havia como que uma calçada de pedra de safira, que parecia com o próprio céu na sua pureza” (grifo nosso).

   Ora, leiamos o verso 1 deste mesmo capítulo “Depois disse Deus a Moisés: Subi ao Senhor, tu e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel, e adorai de longe” (grifo nosso) e o verso 20 do capítulo 33 “E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum pode ver a minha face e viver (grifo nosso). Ora, Deus disse aos setenta e quatro que O adorassem de longe; esses setenta e quatro, ao verem o Deus de Israel, mencionaram apenas os pés; e Deus afirma que se o homem visse o Seu rosto, certamente morreria. Logo é de se supor que aquele “Anjo do Senhor” que aparecia por completo aos homens com atributos divinos, ou seja, voz e vontade divina, seria uma manifestação de Cristo no Antigo Testamento. Assim podemos também atestar que Jesus já existia antes de nascer, que a Bíblia confirma a eternidade do Filho de Deus. 

 

CONCLUSÃO

1. Falamos tanto sobre Jesus, principalmente da Sua vida na terra. O milagre do Seu nascimento, Sua sabedoria, Sua obra aqui (ensinar, curar, resgatar). Seu amor e Suas dores. Morte e ressurreição. Porém há tanta coisa para se saber de Cristo Jesus, o Deus Filho, além daqueles três anos e meio terrenos! Movidos pelo Espírito Santo, podemos nos aprofundar mais no conhecimento dEste que é o Verbo, que é Vida. Diante da negação de Cristo Jesus feita pelo mundo, podemos, pela Bíblia, apresentá-lO fi el, santo e eterno. Ainda que determinados teólogos neguem a Sua divindade, é inegável, pela Bíblia, a Sua participação em toda a criação, a Sua unidade com o Pai e a Sua atemporalidade. Até Jesus voltar, não o conheceremos totalmente; então obedeçamos ao que a Palavra diz em Oséias 6:3 “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor...”.

 

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO EM CLASSE

1. Além de Miquéias, que outro profeta, por parte do Espírito Santo, mencionou a vinda do Messias?

R. 

2. Você pode citar em qual ou quais momentos podemos verificar a preexistência de Cristo Jesus?

R.

3. Explique distintamente as duas expressões “Eu sou” encontradas em Êxodo 3:14 e João 8:58.

R. 

4. Todas as obras de Deus Pai refl etem o Seu poder e o Seu amor. Em relação ao Deus Filho, o Cristo Redentor, podemos nos ater à Sua obra de Redenção. Comente como se dá esse processo redentor e qual é o papel do homem neste processo.

R.

5. Quais os diversos sentidos que podemos inferir à expressão “anjo do Senhor” encontrada na Bíblia?

R.

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