Banner da lição da escola bíblica vigentePara se se ter uma vida espiritual saudável, a busca diária através da oração e da leitura bíblica não é algo opcional. Se quisermos permanecer de pé espiritualmente, mesmo sendo bombardeados todos os dias pelo inferno e todos os tipos de tentações, é imprescindível buscar na fonte eterna, que é Cristo Jesus, forças para cada dia de batalha. Cada cidadão do Reino de Jesus deve tomar sua carne, suas vontades e lançar-se de vez, sem olhar as circunstâncias adversas.

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  E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.    

Atos dos Apóstolos 1:9-11 

INTRODUÇÃO

   Lucas, no livro de Atos dos Apóstolos, deixa claro que a ascensão de Cristo é um fato histórico incontestável, baseado em provas fi dedignas. Conhecer os propósitos de Jesus em ascender ao céu da maneira descrita nos textos bíblicos é fundamental para não termos dúvidas sobre a natureza literal da ascensão de Cristo. Ascender ao céu diante de testemunhas foi mostrar-lhes que Sua partida era definitiva, ou, pelo menos, até o Seu retorno em glória. Ao sair em direção à Jerusalém, os apóstolos com muita alegria esperavam não mais pela aparição do Salvador, mas pelo Espírito Santo conforme Jesus prometera. O objetivo central desse comentário é compreender o impacto que a ascensão de Cristo proporcionou em nossa adoração a Deus e na forma como nos relacionamos com este mundo.

 

OS FATOS HISTÓRICOS   

   O ano 34 da era cristã é a data mais aceita que Jesus foi assunto aos céus. As pequenas divergências cronológicas dentro da Bíblia (Marcos 16:6; Atos dos Apóstolos 2:32; 1 Tessalonicenses 4:14) não comprometem o fato histórico. Na narrativa, Jesus Se encontrava no Monte das Oliveiras com Seus discípulos quando ascendeu aos céus. Acredita-se que aproximadamente 120 pessoas presenciaram a ascensão de nosso Mestre.

 

DEFINIÇÃO DE ASCENSÃO

   Ascensão de Jesus é a subida corpórea e física do Cristo ressurreto e glorioso aos céus, para junto do Pai, após haver cumprido o Seu ministério terreno. De acordo com Franklin Ferreira e Alan Myat: A ascensão foi o assento visível de Jesus na Sua natureza humana. Ela significa a assunção do estado de Jesus na plenitude da Sua glória celestial (Ap. 1:13-17).

A ascensão foi o assento visível de Jesus na Sua natureza humana. Ela significa a assunção do estado de Jesus na plenitude da Sua glória celestial (Ap. 1:13-17). A Ascensão foi mais uma etapa na obra mediadora de Jesus, parecida com a entrada do sacerdote no santo dos santos para oferecer o sangue no altar. Jesus entrou na presença do Pai para ser nosso mediador. Foi necessário, também, que Jesus saísse da terra para que o Espírito Santo viesse

   Teologicamente, a ascensão de Cristo acha-se ligada a duas perspectivas:

a) A Perspectiva paracletológica: antes de ascender, Jesus prometeu que seríamos revestidos pelo Espírito Santo. Esta afirmação de Jesus impactou os discípulos, que ainda estavam preocupados com a restauração política de Israel. O verdadeiro Reino de Deus não é político e limitado aos tempo e espaço deste mundo, mas o Reino de Deus no mundo; e isso no poder do Espírito Santo.

b) A perspectiva Escatológica: Acreditar na narrativa da ascensão de Cristo implica para cada um de nós a esperança no retorno do Senhor Jesus. No verso 11 há uma declaração escatológica: Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado aos céus, voltará da mesma forma como O viram subir.

 

 CRISTO EXALTADO NAS ALTURAS E NOSSA ADORAÇÃO

   Tendo tão gloriosamente glorificado o Pai, o Pai glorificou proporcionalmente o Mediador. Jesus é exaltado nas alturas. Uma série de textos bíblicos relatam a exaltação do Filho: Ele foi exaltado “Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro” (Efésios 1:21).Ele foi elevado “à destra da majestade nas alturas” (Hebreus 1:3). A Ele foi dada “toda autoridade no céu e na terra” (Mateus 28:18). A Ele foi dado “poder sobre toda carne, para que Ele dê a vida eterna a todos quantos o Pai Lhe dera” (João 17:2). A Ele foi dado “um nome que está acima de todo nome, perante o qual todo joelho se dobrará” (Filipenses 2:9-10).

   Falando da obra consumada de Cristo e da recompensa dada pelo Pai, o Salmista escreveu, “Grande é a sua glória pela tua salvação; glória e majestade puseste sobre ele. Pois o abençoaste para sempre; tu o enches de gozo com a tua face” (Salmos 21:5-6). Este foi o grande propósito da Trindade: que o Deus homem fosse assim glorificado. Como a ascensão de Cristo e a Sua exaltação nas alturas influencia nossa devoção a Deus? Cremos que Ele nos compreende, advoga por nós e que é nosso mediador diante do Pai. Vejamos:

   Jesus nos compreende...

   Ao ascender, Cristo sentou-se à destra do Pai. Marcos relata esse fato: “Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus” (Marcos 16:19). Vários autores bíblicos fazem menção ao acontecimento (Atos dos Apóstolos 2:33; 7:56; Hebreus 10:12; 12:2; 1 Pedro 3:22). Quão confortante é saber que junto ao Todo-Poderoso encontra-Se um que compreende a nossa aflição. Isaías afirma: “À nossa semelhança, Ele sabe o que é padecer” (Isaías 53:3).

Jesus é nosso advogado...

   Ao mesmo tempo, consola-nos saber que Jesus, que está à destra de Deus, advoga em nossa causa. O apóstolo João descreve essa confiança: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1 João 2:1-2). Se pecarmos, não se desespere. Arrependa-se e confie que temos um advogado que comprou nossa causa.

Jesus é nosso mediador...

   Por fim, à destra de Deus, Jesus atua como mediador da nova aliança firmada em Seu sangue. Apenas no nome de Jesus é que o pecador atingirá a redenção de sua alma, como aprendemos da Palavra de Deus: “Em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos dos Apóstolos 4:12).

 

PREPARANDO UM LAR

   O coração dos discípulos estava cheio de misturas de emoções. Tristes pela partida de Cristo, mas esperançosos pelo retorno do eterno Salvador e a promessa de um “lar celestial”. Jesus é categórico: “na casa de meu Pai há muitas moradas”. A maior diferença entre uma casa e um lar é a relação fraterna entre os seus moradores. A “casa do Pai” realmente é um lar, pois é o lugar onde os fi lhos de Deus desfrutarão a comunhão mais abençoada, como as Sagradas Escrituras demonstram. O primeiro ponto importante sobre um lar que Jesus está preparando é que pertence ao nosso Eterno Pai. E, sendo a casa do Pai, podemos estar seguros de que será um lugar glorioso. Em segundo lugar, é um lugar de segurança. Enquanto neste mundo vivemos tempestades turbulentas, o céu é o lugar de perfeita segurança. E por fi m, o lar eterno é o local de descanso e permanência. Nesta terra, a tenda era armada hora aqui, hora em outro lugar. A casa do Pai é o lugar onde a pessoa, pelos séculos dos séculos, habitará “na presença do Senhor”.

 

O LAR PREPARADO

   “...Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde estou, estejais vós também”(João 14:2,3). A segunda vinda de Jesus é um fato iminente. O Salvador fala para os discípulos que, por meio de Sua humilhação e exaltação, ele estará preparando um lugar para os Seus. Não sabemos ao certo como será esse lar. Mas a mensagem central do Mestre e que deve nos confortar é que a amável presença de Cristo é que faz da casa do Pai um lar real e um céu real para os fi lhos de Deus. Onde quer que Jesus esteja, lá também estarão os Seus discípulos.

 

O LAR É ENCONTRADO

   Jesus nos dá o caminho a seguir para o Lar Celestial: “E vós sabeis o caminho para onde vou, disse Jesus”. Em outras palavras, Ele quer dizer: “Vocês me conhecem. Eu sou o caminho”. “Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:4-6).

CONCLUSÃO

   A ascensão de Cristo ocorreu no ano 34, no Monte das Oliveiras, sob os olhares de muitas testemunhas. Ela trouxe implicações paracletológicas – o revestimento do Espírito Santo – e escatológicas – a certeza do retorno do Salvador. O texto bíblico relata que Jesus em sua ascensão encontra-Se à destra do Pai como Advogado que intercede por nós, a Deus, o Justo Juiz. Ao mesmo tempo, nos enche de esperança, pois nosso Mestre está preparando um lar eterno onde viveremos em comunhão com nosso Deus e irmãos.

 

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO EM CLASSE

1. Podemos confiar que a Ascensão de Cristo é um relato verdadeiro?

R.

 

2. Defina o que é Ascensão de Cristo?

R.

 

3. Em que a doutrina da Ascensão de Cristo impacta a nossa adoração a Deus e por que é um consolo para os cristãos?

R.

 

4. Saber que Jesus está preparando um lar eterno para nós infl uencia sua forma de se relacionar com as coisas desse mundo? Explique.

R.

 

5. A ascensão de Cristo proporciona uma visão paracletológica e escatológica. Explique-as.

R.

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