Banner da lição da escola bíblica vigentePara se se ter uma vida espiritual saudável, a busca diária através da oração e da leitura bíblica não é algo opcional. Se quisermos permanecer de pé espiritualmente, mesmo sendo bombardeados todos os dias pelo inferno e todos os tipos de tentações, é imprescindível buscar na fonte eterna, que é Cristo Jesus, forças para cada dia de batalha. Cada cidadão do Reino de Jesus deve tomar sua carne, suas vontades e lançar-se de vez, sem olhar as circunstâncias adversas.

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  NO princípio criou Deus os céus e a terra.    

Gênesis 1:1

INTRODUÇÃO

“Deus existe!”, frase dita por muitas pessoas, seja num momento de esperança, seja num momento de constatação do poder de Deus, seja até mesmo num momento de raiva. Mas no geral, as pessoas sabem que há um Deus que existe, embora não O vejam, embora não haja nenhuma estátua ou imagem que O identifique. Mesmo assim há uma certeza de que Deus existe. Veremos que essa crença vai além das civilizações ditas letradas, há estudos que indicam que essas tribos têm o entendimento sobre um Ser que tudo criou, que é soberano sobre todas as coisas e que mantém todo o universo. E contudo nunca ouviram falar da Bíblia, nunca tiveram contato com grupos cristãos, mas creem no Criador! Constataremos Sua existência, sim, por meio daquilo que Ele tem feito, mesmo alguns estudiosos querendo negar a Sua existência. Por isso é imprescindível o mover do Espírito Santo nesse processo, pois mesmo que os efeitos da fé se manifestem no mundo real, natural, somente no mundo espiritual é que o processo se desenrola, quando cremos, cremos no espírito, por isso, para crermos que Deus existe e confirmarmos a nossa fé, necessitamos de suporte espiritual dado somente pelo Espírito de Deus, o Consolador!

 

UMA CRENÇA UNIVERSAL

Um fator interessante e intrigante é a figura enigmática de Melquisedeque. Saído das páginas bíblicas(Gênesis 14:18), apresentado como sacerdote do Deus Altíssimo, reconhecendo em Abrão um homem abençoado por este Deus Criador, pois derrotou reis e aparentemente só alguém abençoado pelo Deus Altíssimo poderia realizar tamanha proeza. De alguma forma, este sacerdote, rei de Salém, terras de Canaã, já conhecia o Senhor Deus, embora habitasse em terras repletas de divindades outras. A que linhagem pertencia Melquisedeque, como se tornara sacerdote, o que o levara a abençoar Abrão? Entre Noé e Abrão não há menção na Bíblia de alguém ou algum povo que adorasse a Deus Jeová. Porém, além das maravilhas de Deus estarem por todos os lugares, a Sua essência também se faz presente no íntimo do homem, pois este foi criado pelas próprias mãos de Deus.

   Conta-se uma história, passada no sexto século antes de Cristo, em Creta, sobre uma praga que devastava a população cretense. E embora os sábios já houvessem recorrido a todos os seus deuses, nenhum deles puderam socorrer aquele povo. Neste momento então, Epimênides, poeta, considerado profeta entre os seus, revela a existência de um “deus” que fora apontado pelo Oráculo, porém não lhe atribuíram nome por não tê-lo, o que muito espantou o Conselho de anciãos de Creta. Mas como a todos os outros deuses já haviam suplicado, que a este então fosse feito um clamor, mesmo não sabendo exatamente a que nome aludir.

   Todos os sábios anciãos, de acordo então, invocaram esse “deus” inominado e foram instruídos por esta divindade a um certo ritual com ovelhas. Tudo foi feito de acordo com as ordens do “deus” desconhecido, e assim Creta foi purificada da praga que a assolava. Maravilhados, os cretenses erigiram um altar, porém sem saber o nome deste Salvador, colocaram ao “deus desconhecido”.1 Essa história nos remete a uma passagem bíblica, na qual o apóstolo dos gentios, Paulo, revela aos cretenses naquela ocasião e naquele mesmo lugar onde fora erigido um altar a Deus Jeová, embora os atenienses não O conhecessem, quem era o Deus criador de todas as coisas e que operara um milagre naquela terra, “Então Paulo levantou-se na reunião do Areópago e disse: “Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocês são muito religiosos, pois, andando pela cidade, observei cuidadosamente seus objetos de culto e encontrei até um altar com esta inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO. Ora, o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio”, (Atos dos Apóstolos 17:22-23).

   Deus se revela a povos que intimamente não O conhecem, “...o qual nos tempos passados permitiu que todas as nações andassem nos seus próprios caminhos. Contudo não deixou de dar testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos chuvas do céu e estações frutíferas, enchendo-vos de mantimento, e de alegria os vossos corações”(Atos dos Apóstolos 14:16-17). Assim como os cananeus, os gregos também foram informados de “um deus” Altíssimo, superior aos seus, poderoso na guerra e na vida humana. Assim também se deu com o rei inca Pachacuti, que ao perceber que uma simples nuvem inibia a presença do deus sol, chamado de “Inti”, questionou se este era o deus verdadeiro, criador de todas as coisas e percebeu-se adorando um objeto de criação! Vasculhando na sua própria cultura, encontrou um nome que era criador de todas as coisas, “Viracocha”, nome esquecido pelos seus contemporâneos.

   Da mesma forma, outros povos milenares, num tempo de ignorância, foram de algum modo atingidos pela magnificência de Deus e O adoraram. Contudo interesses humanos foram apagando da memória a importância de se reverenciar o único Deus eterno e soberano sobre todas as coisas e foram subjugando os povos, desviando-os da verdade. Richardson escreve:

“Os chineses o chamam de Shang-Ti – o Senhor do Céu. Alguns eruditos fazem especulações a respeito de Shang-Ti poder talvez relacionar-se linguisticamente ao termo hebraico Shaddai, como El Shaddai, o TodoPodesoso (...). A crença em Shang-Ti(...) é anterior ao confucionismo, taoísmo e budismo, não se sabe por quantos séculos. De fato, segundo a Encyclopedia of Religion and Ethics(enciclopédia de Religião e Ética, vol. 6, p. 272) a primeira referência a qualquer tipo de crença religiosa na história chinesa especifica apenas Shang-Ti como o único objeto dessa fé”.

   Olhando o Universo, é difícil mesmo não pensar em um Criador de todas as coisas, pois é tudo tão perfeito e equilibrado, que o Nada não poderia ter criado tal maravilha! Por isso mesmo, povos que nunca foram evangelizados, conseguem perceber que as coisas criadas têm algo de sobrenatural, de dependência do invisível. Até aqui vimos que povos de diversas regiões do planeta, alguns de cultura oral, possuem na sua história um ser supremo que criou este Universo. Vamos observar este texto da tribo Karen, localizada na região da Birmânia:

Y’wa formou originalmente o mundo.

Ele criou o alimento e a água.

Ele criou o “fruto da tentação”.

Deu ordens detalhadas.

Mu-kaw-lee enganou duas pessoas.

Ele fez com que comessem o fruto da árvore da tentação.

Eles não obedeceram; não creram em Y’wa...

Ao comerem o fruto da tentação,

Tornaram-se sujeitos à doença, ao envelhecimento e à morte..

 

PROVANDO A EXISTÊNCIA DE DEUS

   Em princípio, não há coincidências, mas confirmações da existência de Deus. De acordo com Severa, “essa certeza se origina na mente” o que torna racional o crer em um Ser Superior, não é apenas uma “paixão” pelo desconhecido, mas sim uma certeza de que tudo isso só poderia ser criado por uma “mente brilhante”. As manifestações divinas são claras e constantes. Quando o salmista escreve “OS CÉUS ANUNCIAM ao mundo a glória de Deus. Eles são uma prova fantástica da capacidade de criação de Deus” (Salmos 19:1 – VIVA), ele nos chama para contemplarmos a obra universal de Deus e nos pergunta como tudo isto está no seu devido lugar em total harmonia! O verso 11 de Eclesiastes, capítulo 3, cala fundo no coração, pois realmente não conseguimos compreender esta magnitude de Deus, “Ele fez tudo apropriado a seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez” (NVI).

   O escritor de Eclesiastes sente que algo nele foi posto pelo Criador, essa percepção de que há alguma coisa além do que vemos, até mesmo além das sensações, é inerente ao ser humano, apesar de a compreensão humana ser limitada. Bruce e Barbone, em seu livro Os 100 argumentos mais importantes da Filosofia Ocidental, apresentam um conjunto de argumentos que elucidam um pouco mais sobre essa crença universal em um Criador de todas as coisas. Citam eles Tomás de Aquino que declara “serem as coisas criadas, e isso é causa de algo que criou essas coisas, logo todo o universo que foi criado não partiu do nada que nada cria” . Chamado de contingência cosmológica, este argumento, que faz parte de um conjunto, quer revelar a existência de um ser que foi a causa de toda esta criação.

   Outro argumento que expõem Bruce e Barbone, que ratifica o argumento cosmológico, vem da visão de William Craig quando diz sucintamente: “Tudo o que começa a existir tem uma causa. O universo começou a existir. Portanto o universo tem uma causa”. E observando bem, há uma harmonia em tudo que foi criado, basta percebermos o fluxo e refluxo das marés, os movimentos de rotação e translação da terra, o fenômeno da polinização, etc. e aqui cabe o argumento teleológico, quando Severa explica que “Te-los significa fim, propósito, desígnio. O argumento teleológico baseia-se no propósito ou desígnio que se verifica na ordem das coisas criadas. O universo revela organização, ordem, harmonia, propósito, indicando assim a existência de um ser inteligente que o teria planejado e criado conforme os seus desígnios”.

   Os nossos olhos, diariamente, confrontam-se com a obra de Deus, os nossos sentidos se fartam da natureza que só alguém genial poderia construir, o cheiro da terra e da chuva; o silvo do vento e o marulhar das marés; o aroma de flores, a grandeza do céu, o enigma dos oceanos. Paulo aos romanos diz: “Portanto, a ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça, pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram” (Romanos 1:18-21).

   Estes versos de Romanos conversam com Eclesiastes. E aparentemente aquilo que não compreendemos, temos o costume de negar. Porém a Palavra também nos afirma que Deus nos dará fé sufi ciente para cremos n’Ele e no Seu infinito poder. Ele deixou evidências do Seu grande amor por nós, seja através de provisões, seja por meio de sabedoria, marcas na própria natureza. Martyn Loyd-Jones comenta que “a Bíblia não apresenta argumentos em relação à existência de Deus, mas simplesmente manifesta a Sua existência, e a partir daí adverte a todos aqueles que não creem que serão indesculpáveis”

   A verdade é que a Bíblia, que é a Palavra de Deus, já inicia relatando os feitos de Deus, Sua obra universal. O Senhor não fala de Si porque já é e quer que a Sua criatura saiba da Sua existência pelas Suas manifestações. Gruden nos diz isso quando fala “No primeiro versículo do Gênesis nenhuma evidência da existência de Deus, mas imediatamente começa a nos dizer o que ele fez: “No princípio, criou Deus os céus e a terra.” Se estamos convencidos de que a Bíblia é verdadeira, então nós sabemos pela Bíblia que Deus não só existe, mas também se manifesta muito em sua natureza e suas ações”.

   Paulo, ainda no Areópago, discursando aos gregos, falou para aqueles anciões dito sábios: “De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Deus fez isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós” (Atos dos Apóstolos 17:26-27). O apóstolo revelava aos gregos o poder de Deus e onde poderiam encontrá-lO, mas que era essencial buscar a esse Deus, mesmo dentro das limitações humanas. E ainda, aconselhando aqueles homens disse: “No passado Deus não levou em conta essa ignorância, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam” (Atos dos Apóstolos 17:30).

   É interessante se notar que quando se chega à concepção de Deus, ser supremo e criador de todas as coisas, o homem estanca em suas conjecturas e para na reflexão da existência ou não de Deus, como se algo maior do que Ele não existisse. A Ontologia, ramo filosófico que tem como objeto de estudo as propriedades do ser, tem em Anselmo de Cantuária (Séc. 11) uma fi gura que expressa a existência de Deus dessa forma:

“...se Deus não existe, a noção de Deus permanece, contudo a realidade da existência de Deus é algo que não se verifica. No entanto, essa realidade é maior do que a própria noção de Deus. Logo, se Deus é “aquele a respeito de quem não se concebe nada maior”, sua noção deve nos conduzir à aceitação da realidade de sua existência, pois do contrário a mera noção de Deus representaria o maior conceito que somos capazes de conceber. E isso contraria a própria defi nição de Deus, na qual todo esse argumento se baseia. Portanto, dadas a existência da noção de Deus e a aceitação da definição de Deus como “aquele a respeito de quem não se concebe nada maior”, conclui-se, necessariamente, pela realidade da existência de Deus”.

   Vamos nos lembrar, amados, que estamos no campo das ideias, e assim tal conceito se faz necessário para que entendamos que a noção de Deus na vida do ser humano culmina em divagações que o homem faz acerca de sua própria existência, chegando ao fi nito do pensamento humano e concluindo que há, naturalmente, um “Criador” para tudo isso, visto que não alcançamos, pelo conhecimento do homem, algo depois de Deus, ou maior que Ele.

 

DIVERGÊNCIAS ACERCA DA EXISTÊNCIA DE DEUS

   Ateísmo – Na Grécia Antiga havia várias divindades, e também uma parte da sociedade que não cria nelas. Esses descrentes eram identificados como “atheos”(sem deus). Muitos escritores discorreram sobre essa forma de crer, ou não crer, na existência de Deus. E “existem dois tipos de ateus: os práticos, aqueles que não admitem a existência de Deus por ser apropriado, pois o existir de Deus vai de encontro aos seus interesses”.13 Isso fica muito claro em nossa sociedade quando percebemos pessoas que sabem que as suas ações vão de encontro à sabedoria de Deus, a Seus ensinamentos e a Seus valores. Muitos não querem deixar suas vidas desregradas pelo prazer fútil que a vida oferece, então se agarram aos pequenos e inúteis momentos de “felicidade, de “alegria”, de “prazer” mundano.

   E há os ateus teóricos que “negam a existência de Deus por uma questão de convencimento racional. Eles têm uma explicação. Entretanto seus argumentos falham em algum lugar, ou nas premissas ou nas conclusões ou em ambas”. Se não se pode provar a existência de Deus cientificamente, também não se pode negá-la por esse viés. “É claro que é igualmente verdadeiro que a ciência não prova que Deus não existe. O ateísmo científico do tipo praticado até recentemente na Europa Oriental é tão insustentável quanto a teologia natural. Para sua validade superficial, ele depende do pressuposto não garantido de que os métodos científicos são adequados para explicar tudo o que existe no mundo real”.

   Materialismo – Esse conceito nega qualquer manifestação sobrenatural. Tem-se como explicação filosófica o seguinte: “materialismo é o tipo de fisicalismo que sustenta que a única coisa da qual se pode afirmar a existência é a matéria; que, fundamentalmente, todas as coisas são compostas de matéria e todos os fenômenos são o resultado de interações materiais; que a matéria é a única substância”. Na verdade, tal afirmação nega completamente a existência de Deus e toda e qualquer manifestação divina. A começar por Gênesis 1:1 que fala de alguém que criou todas as coisas, e se eu creio somente na matéria e nas suas reações, não consigo dar um passo além desse versículo bíblico. Não entraremos aqui em discussão sobre os diversos comentários filosóficos existentes, posto que daria outra lição, e como está bem clara a divergência entre a Bíblia e o pensamento materialista, basta o conceito para entendermos o grau de abismo entre um e outro.

   Agnosticismo – essa posição é defendida por aqueles que veem no homem a incapacidade de provar a existência, ou não, de Deus. Isso fere a verdade bíblica, pois que esse pensamento nega toda a obra divina ao duvidar se realmente há um Criador. A partir do momento histórico que o homem começa a ser o centro de todas as coisas (Renascimento), naturalmente Deus se encontra mais longe da Sua criatura. Lawson afirma que “Sempre que a igreja se torna crescentemente centralizada no homem, começa a deslizar ladeira abaixo, muitas vezes sem recuperação, e sempre em seu detrimento”.17 Lawson continua:

“Continuando essa espiral descendente, a igreja cai no universalismo, a condenável crença em que finalmente todos os homens serão salvos. Pior ainda, o universalismo abre caminho para o agnosticismo, a degenerada ideia segundo a qual não se pode nem saber se existe um Deus. Por último, a igreja cai no abismo mais profundo - nas chamas infernais do ateísmo, a crença em que não existe Deus”.

   E este é o mundo de hoje, vive-se para ter, valoriza-se o ter, o homem é medido pelo “ter”, pois se há dúvidas em relação à existência de um ser supremo e que mantém a harmonia do universo, acredita-se no caos em que o mundo vive, e para sair do caos busca-se no mundo a solução porque é visível e tátil. E à medida em que se abastece do mundo, se esvazia de Deus. E para finalizar, vamos observar a advertência que faz Lawson sobre a necessidade premente de a igreja tomar o rumo certo:

   “O pensamento da igreja acerca de Deus necessita desesperadamente fluir na direção certa. Os adoradores pensam como a igreja pensa; e como a igreja adora, assim ela vive, serve e evangeliza. O correto conceito da igreja sobre Deus e sobre a operação da sua graça modela tudo o que é vital e importante. A igreja precisa recapturar a sua elevada visão de Deus e, com isso, ancorar na sólida rocha da absoluta supremacia divina em todas as coisas. Só então ela terá uma orientação teocêntrica em todas as questões do ministério. Esta, creio eu, é a desesperada necessidade da presente hora”.

 

CONCLUSÃO

   Quando falamos de Deus, falamos do que não vemos, mas falamos naquilo que acreditamos. Falamos de amor, mas não o vemos, mas agimos com amor, sentimos amor e damos amor, contudo não o vemos. Todavia sua manifestação é visível. Assim é com Deus; e é a Sua Palavra que confirma e que comprova a Sua existência, negá-la é negar a vida. Além da Palavra que testifica do Senhor, há no homem algo que o impele ao “desconhecido” e que o faz chegar até o conceito de Deus, não conseguindo avançar além do Criador, posto que não há concepção de algo maior do que Ele. E ainda há no homem algo que o move para o sobrenatural, é só olharmos em volta e percebermos quantas religiões existem, todas levando o homem para além de si mesmo ao encontro daquilo que supostamente é maior do que o próprio homem. Em João 4, verso 24, Cristo diz: “Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”, Jesus orienta a humanidade em relação ao Pai, não com olhos humanos ou inteligência natural, mas pelo espírito saberemos que Deus, o Pai, existe!

 

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO EM CLASSE

1. Mesmo curados da praga, os cretenses continuaram adorando os seus deuses que não conseguiram curar os adoradores. O que leva uma nação a continuar idolatrando deuses errados e não perceberem todo o poder do Deus Todo-Poderoso?

R.

2. Leia Eclesiastes 3:11 e discorra sobre a limitação humana em compreender Deus em Sua plenitude.

R.

3. Como o homem pode ver Deus através da Sua criação?

R.

4. Cite Três versículos bíblicos nos quais podemos, pela Palavra, constatar a existência de Deus, o Senhor.

R.

5. Para você, das três divergências acerca da existência de Deus apresentadas, qual delas leva maior perigo à humanidade e se isso tem afetado a igreja, contaminando-a?

R.

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