Banner da lição da escola bíblica vigentePara se se ter uma vida espiritual saudável, a busca diária através da oração e da leitura bíblica não é algo opcional. Se quisermos permanecer de pé espiritualmente, mesmo sendo bombardeados todos os dias pelo inferno e todos os tipos de tentações, é imprescindível buscar na fonte eterna, que é Cristo Jesus, forças para cada dia de batalha. Cada cidadão do Reino de Jesus deve tomar sua carne, suas vontades e lançar-se de vez, sem olhar as circunstâncias adversas.

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  Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito.    

Gálatas 3:13-14 

INTRODUÇÃO

   Existem contrastes gritantes entre a natureza de Deus Todo Poderoso e nós humanos, são variados, porém há um que por sua solidez se destaca: a fidelidade. Alguns poucos versículos podem nos deixar seguros quanto a isso. Veja: “Deus não é homem para que minta, nem fi lho de homem para que se arrependa. Acaso ele fala, e deixa de agir? Acaso promete, e deixa de cumprir?” (Números 23:19) e também “assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: Ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei.” (Is55:11). Sabendo-se que as promessas de Deus são invioláveis, Sua palavra não volta vazia e que, contextualmente em Isaías 55:9, Ele vislumbra e age muito além de nosso entendimento, seguiremos por Suas grandiosas promessas e descobriremos ainda mais da natureza do Deus Maravilhoso o qual servimos. Antes de adentrarmos a elas é interessante observar a definição do dicionário Michaelis sobre promessa: 1. Ato ou efeito de prometer; prometimento, promissão. 2 Compromisso assumido consigo mesmo ou com alguém de fazer algo.

 

PROMESSAS E PROTEÇÃO

    Em tempos atuais, é difícil acreditar em qualquer promessa. Muitas pessoas falam como se a palavra não tivesse valor algum e poucos sustentam o que afirmam com veemência. A elas, o único compromisso que existe é com os próprios interesses. Com o Senhor é diferente. Deus não deixa motivos nem sombras de dúvida, pois a Sua intenção sempre foi ter por perto o Seu povo. O grande propósito de Deus para a vida do primeiro casal e da sua descendência era o de desfrutar de todo o cuidado, proteção e amor Divino. A partir do momento em que houve a desobediência, o pecado foi exposto. Então, um benefício como consequência do pecado lhes foi privado “... Não se deve, pois, permitir que ele também tome do fruto da árvore da vida e o coma, e viva para sempre” (Gênesis 3:22).

   A condição pecaminosa o fez perder a chance de viver eternamente. Agora Deus em seu infinito amor, através de Cristo, providencia uma solução a saber; “se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. (Romanos 10:9). Sobre a Graça e a providência divina, Paul Helm diz: “é útil manter em mente a ideia de que Deus provê continuamente”

  - essa colocação nos faz entender que em todos os tempos, ou seja, para pessoas de todos os tempos - Deus nada deixou faltar. E Jesus, por meio do que o Espírito Santo diz à igreja, declara: “...Ao vencedor darei o direito de comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus” (Apocalipse 2:7).

   O segundo Adão (1 Coríntios 15:45-47) abre possibilidade para que “o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal, de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: “A morte foi destruída pela vitória” (1 Coríntios 15:54), assim com roupagem nova, o acesso a árvore da vida é reaberto e o vencedor tem o benefício da vida eterna. Além da grande Promessa da vida eterna, Deus nos proporciona:

   • Promessa para a Família: As promessas de Deus não são apenas para indivíduos. A intenção original de Deus sempre foi a de abençoar um grupo de pessoas — pode ele ser tão grande como uma nação ou pequeno como uma família. A família não tem sua origem na vontade humana, ela é um projeto de Deus... “e disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele”(Gênesis 2:18). Também é nos dado o modelo único de família... “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27). Pelo fato único do Senhor ter nos criado, Ele sabe de nossa necessidade de companhia. Assim na família, quando esta segue os padrões estabelecidos por Deus, fornece-nos amor, segurança, cuidado e proteção. Então, vemos Deus trabalhar direta e indiretamente em nossas vidas “Mas o amor leal do Senhor, o seu amor eterno, está com os que o temem e a sua justiça com os filhos dos seus filhos, com os que guardam a sua aliança e se lembram de obedecer aos seus preceitos” (Salmos 103:17-18). Assim, desde Adão, passando por Abraão,chegando em José e Maria, vemos que a família sempre fez parte dos planos de Deus.

   • Promessa para a Fé: “Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem, e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados”. (Gênesis 12:2-3). O autor de Hebreus faz uma colocação justa e acertada antes de prosseguir com a galeria da fé – “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam” (Hebreus 11:6). Voltando à história de Abraão no versículo 1 do capítulo 12 de Gênesis, há uma solicitação e em seguida uma promessa. A solicitação trata-se da proximidade que Deus quis do homem, o ato de atender é a fé que o homem depositou em Deus. É de fato “certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos” (Hebreus 11:1), a promessa é recompensa. Promessa essa recebida por Abraão, que continua muito atual e segue os mesmos padrões, a saber:

   Condição = proximidade de Deus

   Aceitação = condição de fé

   Promessa = a benção é a salvação em Cristo Jesus.

   • Lei como promessa: “Antes que viesse esta fé, estávamos sob a custódia da lei, nela encerrados, até que a fé que haveria de vir fosse revelada. Assim, a lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Agora, porém, tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor” (Gálatas 3:23-25). O livro de Hebreus capítulo 9 trata de forma clara que as leis cerimoniais, de purificação, expiação e até as ofertas que eram exercidas no tabernáculo e posteriormente no templo terreno eram na verdade uma ilustração para os nossos dias (Hebreus 9:9) porque quem definitivamente cumpre a Lei é Jesus (Mateus 5:17) e o que nos limpa é o sangue de Cristo (Hebreus 9:14). Sendo assim, fica claro que o cumprimento instável da Lei, no antigo testamento, era na verdade ilustração da grandiosidade daquilo que seria alcançado e consumado em Cristo, a saber, a justificação/salvação (Atos dos Apóstolos 13:39).

   • Sábado como Promessa: Na carta aos Hebreus, em todo o capítulo 4, trata que “...nos foi deixada a promessa de entrarmos no descanso de Deus” (Hebreus 4:1). Aqueles que creem e que lhes vale a mensagem (que modificam a vida por conta do Verbo), a esses foi outorgada a promessa do descanso, descanso esse em que o Senhor entrou no sétimo dia da criação conforme v.4 do cap. 4 de Hebreus. O versículo 9 do mesmo livro e capítulo declara que ainda resta um descanso ao povo de Deus e que não se trata de sábados semanais, mas sim do descanso eterno na presença do Senhor. “Pois nós, os que cremos, é que entramos naquele descanso...” (Hebreus 4:3). Assim pode-se concluir que a guarda do sábado semanal que fora santificado (Gênesis 2:2) na criação e que como bênção fora ordenado nas leis do decálogo (Êxodo 20:9-11) é também uma ilustração do que está por vir.

 

PROMESSAS E CONSEQUÊNCIAS DA DESOBEDIÊNCIA

   As promessas de Deus nem sempre falam de um futuro glorioso, de paz e de bem. Existem condições para que se desfrute das coisas boas no Reino Eterno, e a grande condição é estar na presença d’Aquele que é bom (Mt17:19) e também “Vocês precisam perseverar, de modo que, quando tiverem feito a vontade de Deus, recebam o que ele prometeu “ (Hebreus 10:36). Para entender melhor a retribuição do mal utilizaremos a queda do homem como pano de fundo e ilustração para promessas que ainda não se cumpriram. Em Gênesis 2:17 há uma promessa de retribuição do mal (desobediência), veja: “...mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá” (Gênesis 2:17). Tal promessa não falhou. Nem tampouco foi imediata. 

   Na sequência em Gênesis “Disse a serpente à mulher: “Certamente não morrerão! “Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecedores do bem e do mal” (Gênesis 3:4-5). A promessa do inimigo foi que certamente não morreriam, as palavras foram usadas em equivalência, o que mostra um conhecimento quanto discurso de Deus; há uma mudança significativa no sentido da frase e garantias embasadas em verdades pontuais bem articuladas. Pouco tempo depois o homem pôde constatar onde estava a verdade completa e confiável, sem articulações, e que verdades pontuais bem articuladas podem mudar o foco da verdade absoluta que se coloca diante do homem. E essa verdade absoluta estava na Palavra de Deus (João 17:17).    Haviam postas no meio do jardim duas escolhas, duas árvores, duas consequências e o alerta (no caso de desobediência, certamente morrerá). Esse alerta é também sobre a eternidade, afinal “como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação...?” (Hebreus 2:3). Na Era presente, todos são pecadores e certamente morrerão, a não ser que se atentem para a graça. Aos que não se atentam à promessa de Salvação, aqueles que não creem, aos que caíram “já não resta sacrifício pelos pecados, mas tão somente uma terrível expectativa de juízo e de fogo intenso que consumirá os inimigos de Deus” (Hebreus 10:26-27).

   Uma das promessas da retribuição do mal: “Assim diz o Senhor:..” “...Eles escolheram os seus caminhos, e suas almas têm prazer em suas práticas detestáveis. Por isso também escolherei um duro tratamento para eles, e trarei sobre eles o que eles temem. Pois eu chamei, e ninguém respondeu, falei, e ninguém deu ouvidos. Fizeram o mal diante de mim e escolheram o que me desagrada. “ “Ouçam o estrondo que vem da cidade, o som que vem do templo! É o Senhor que está dando a devida retribuição aos seus inimigos.” (Isaías 66:1-3,4,6). A Escritura não somente diz que Deus é absolutamente soberano, mas também que o homem é responsável por tudo o que faz 113.

   A visão do cumprimento: “As nações se iraram; e chegou a tua ira. Chegou o tempo de julgares os mortos e de recompensares os teus servos, os profetas, os teus santos e os que temem o teu nome, tanto pequenos como grandes, e de destruir os que destroem a terra”. Então foi aberto o santuário de Deus no céu, e ali foi vista a arca da sua aliança. Houve relâmpagos, vozes, trovões, um terremoto e um grande temporal de granizo” (Apocalipse 11:18-19). “No grande dia do Seu julgamento, quando todos os homens estiverem perante Ele, eles podem estar certos de que Ele os julgará com perfeita justiça. O condenado não terá direito de recursos contra Ele, nem qualquer justifi cação válida para apelação.”

 

CONCLUSÃO

   As promessas de Deus estão por toda a Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, no descanso, nas Leis, e em toda a criação (Romanos 1:20). Da mesma forma, como havia duas escolhas no jardim do Éden, há duas escolhas, duas portas. E como há escolhas, também existem consequências dessa escolha. A escolha é individual, “Por isso Deus estabelece outra vez um determinado dia, chamando-o “hoje”, ... “Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração” (Hebreus 4:7). “Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fi m de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade” (Hebreus 4:16). 3. De fato, ainda não se pode contemplar o cumprimento de todas as promessas, isso só será possível na volta do Senhor, mas a Bíblia nos mostra que todas as promessas garantidas pela ressureição de Cristo serão cumpridas naquele glorioso dia. Para finalizarmos, aqui vamos ler um dos belos textos que mostram o cumprimento do que foi tratado: “Depois disso, olhei, e diante de mim estava uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, de pé, diante do trono e do Cordeiro, com vestes brancas e segurando palmas. E clamavam em alta voz: “A salvação pertence ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro”. Todos os anjos estavam de pé ao redor do trono, dos anciãos e dos quatro seres viventes. Eles se prostraram com o rosto em terra diante do trono e adoraram a Deus, dizendo: “Amém! Louvor e glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força sejam ao nosso Deus para todo o sempre. Amém! “Então um dos anciãos me perguntou: “Quem são estes que estão vestidos de branco, e de onde vieram? “ Respondi: “Senhor, tu o sabes”. E ele disse: “Estes são os que vieram da grande tribulação e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro” (Apocalipse 7:9-14).

 

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO EM CLASSE

1. Qual o grande propósito de Deus para a vida do primeiro casal e da sua descendência?

R.

2. A família tem sua origem na vontade humana?

R.

3. Atender as solicitações e esperar as promessas de Deus é uma questão de (Hebreus 11:6)? .

R.

4. De acordo com Gálatas 3:23-25, a lei era o “tutor” e mediante a fé em Cristo agora somos fi lhos de Deus. O que mais nós somos segundo Gálatas 3:29?

R.

5. Quando você lê ou ouve falar da volta do REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES, isso soa como ameaça ou como refrigério? Por quê?

R.

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