Banner da lição da escola bíblica vigentePara se se ter uma vida espiritual saudável, a busca diária através da oração e da leitura bíblica não é algo opcional. Se quisermos permanecer de pé espiritualmente, mesmo sendo bombardeados todos os dias pelo inferno e todos os tipos de tentações, é imprescindível buscar na fonte eterna, que é Cristo Jesus, forças para cada dia de batalha. Cada cidadão do Reino de Jesus deve tomar sua carne, suas vontades e lançar-se de vez, sem olhar as circunstâncias adversas.

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  Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém.    

João 21:25 

INTRODUÇÃO

   Bíblia é a sagrada escritura, o conjunto de livros do Antigo e Novo Testamento, que contém as doutrinas que orientam o comportamento dos cristãos e que nos revela o nosso Deus. É uma verdadeira biblioteca ambulante. Do grego “biblion”, que significa “livro”, “rolo”. A palavra Testamento (em hebraico “berith”) significa aliança, contrato, pacto. A Bíblia foi escrita em três línguas: hebraico, aramaico e grego. O Antigo Testamento foi escrito maioritariamente em hebraico e algumas partes em aramaico, enquanto o Novo Testamento foi escrito em grego. Cada livro da Bíblia contém características particulares quanto a sua forma de comunicação. A isso podemos chamar de gênero literário. Nem sempre é fácil explicar o que é um gênero ou uma forma literária. Fato é que, ao se comunicarem, as pessoas fazem uso de certos padrões de linguagem convencionados (isto é, que todos aceitam) e que são repetitivos.

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   Em outras palavras, existe uma maneira de dar um telefonema, contar uma piada, escrever uma carta ou um e-mail, elaborar um cardápio ou uma lista de compras, anotar a receita de um bolo, redigir a bula de um remédio, compor um artigo para uma revista científica ou dar uma aula. Todos estes são exemplos de gêneros. O gênero tem muito a ver com a forma do texto. Agora, para se reconhecer um gênero literário, também é importante notar o assunto e o tom do texto, isto é, o que está sendo dito e como está sendo dito. Um poema tende a aparecer em forma de versos e estrofes, num tom mais ou menos emotivo, com recurso da linguagem figurada. As Sagradas Escrituras possuem diversos gêneros literários. Nesta semanas estudaremos os seguintes: Livros Históricos, Livros Proféticos, Livros Poéticos e Sapienciais, Epístolas e Evangelho.

 

LIVROS HISTÓRICOS

   Os livros históricos são compostos por 12 livros, e são eles: Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias e Ester, que abarcam os seguintes eventos:

• A posse da Terra Prometida;

• As duas deportações sofridas pela nação israelita (desencadeadas pela incredulidade e pela desobediência do povo) e o

• Retorno de Judá para Jerusalém.

   Nesses volumes, portanto, encontramos a descrição de como o povo de Deus tornou-se uma nação e de como ele ascendeu e decaiu política e espiritualmente; neles também deparamo-nos com personagens sensíveis, com dilemas comuns a todos os homens.

    a) Datação e idiomas

   Os Livros Históricos cobrem um tempo de, aproximadamente, dez séculos. A narrativa começa em Josué, aproximadamente no século 13 a.C., e termina com Esdras e Neemias no quarto ou quinto séculos a.C. A coletânea foi escrita, majoritariamente, na língua hebraica — à exceção de alguns trechos de Esdras (4.8—6.18; 7.12-26), que foram grafados em aramaico.

   b) Importância dos livros históricos

   As narrativas históricas vai além da ideia de memória da nação; os filhos de Abraão viam nelas uma fonte de espiritualidade “Ó deus, nós ouvimos com os nossos ouvidos, e nossos pais nos têm contado a obra que fizeste em seus dias, nos tempos da antiguidade” (Salmos 44:1). As recordações nelas inscritas remetem ao Deus soberano e misericordioso, que tirou Seu povo do cativeiro egípcio, dando-lhe uma terra por herança. Por nunca descartar a esperança de um futuro melhor, os hebreus revisitavam sua história em profundidade, a fi m de retomar a comunhão com o Eterno e de preservar a memória de seus antepassados. Os acontecimentos relatados nos Livros Históricos servem como lições para nossas lutas e conquistas, sejam espirituais ou materiais. Com tais narrativas aprendemos: que o êxito e a vitória nas pelejas dependem da nossa fidelidade ao Senhor; ao mesmo tempo, desenvolve atitudes importantes, tais como: obediência, fé, esforço e bom ânimo.

 

LIVROS PROFÉTICOS

   Muitos acham o texto dos profetas difícil, duro, quase impossível de compreendê-lo. Isso ocorre porque a literatura profética é carregada de simbolismos muitas vezes alocados de maneira desordenada. Especialistas como Douglas Stuart, um dos autores da tão aclamada obra Entendes o que lês?, reconhece os livros proféticos como uma das partes mais difíceis da Bíblia. Mas quando se compreende o contexto histórico deles e o tipo de literatura usada como transporte de sua mensagem é possível compreendê-los bem, embora na maioria das vezes seja necessário um esforço maior para tal objetivo. Por isso, para iniciarmos tão grande jornada é importante sabermos quem é o profeta do Antigo Testamento.

   a) Quem é o Profeta 

   Os teólogos Andrew E. Hill e J.H. Walton, na obra Panorama do Antigo Testamento, usam a imagem do porta-voz para exemplificar o profeta. Como o porta-voz fala em nome da presidência de um país, transmitindo as mensagens dessa função oficial, bem como as reações do chefe de Estado, o profeta fala em nome de Deus. Por intermédio da mensagem profética, ele expressa o sentimento divino por meio da profecia. O profeta fala o que Deus quer falar, sente o que Deus está sentindo e pensa o que Deus está pensando. Quando lemos as falas taxativas dos profetas do Antigo Testamento é exatamente o que percebemos: eles expressam o que deus quer que os seres humanos saibam a seu respeito.

b) A Classificação dos Profetas

PROFETAS MAIORES PROFETAS MENORES ISAÍAS OSEIAS JEREMIAS JOEL LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS AMÓS EZEQUIEL OBADIAS DANIEL JONAS MIQUEIAS NAUM SOFONIAS AGEU ZACARIAS MALAQUIAS

 

      PROFETAS MAIORESPROFETAS MAIORES
ISAÍASOSEIAS
JEREMIASJOEL
LAMENTAÇÕES DE JEREMIASAMÓS
EZEQUIEL OBADIAS
DANIEL JONAS
 MIQUEIAS
 NAUM
 SOFONIAS
 AGEU
 ZACARIAS
 MALAQUIAS

 

   A divisão que conhecemos atualmente é Profetas Maiores e Profetas Menores e refere-se, apenas, ao tamanho da obra literária produzida pelo profeta, e não a importância de seu ministério.

   Tanto os profetas que produziram um texto maior como os que produziram um texto menor, ou até mesmo os profetas que não produziram texto algum, todos eles foram igualmente importantes e cumpriram o propósito de Deus através de seus ministérios.

   c) O contexto histórico das profecias

   Os livros proféticos são de difícil compreensão, pois demandam conhecimento histórico da época. Por isso, para melhor compreendermos o momento histórico é necessário o uso de Dicionários Bíblicos, Introduções ao Antigo Testamento, ou seja, precisaremos de material de apoio.

   c.1) Contexto Geral

   • Os 16 livros proféticos relatam profecias de cerca de 760-460 a.C.

   • Antes desse período, os profetas apareceram nos livros Históricos.

   • Nesse período, os Hebreus estavam divididos entre o Reino de Israel e o de Judá.

   • Ainda nesse tempo, acontece a queda do reino do Norte pelas mãos da Assíria; e surgem as profecias a respeito do cativeiro babilônico do Reino do Sul. Esse tema torna-se muito comum nos profetas.

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   • Esses anos foram caracterizados por problemas políticos, militares, econômicos e sociais sem precedentes; infidelidade religiosa; mudanças das populações e das fronteiras nacionais.

   c.2) Contexto Específico:

   Cada profeta pronunciou em um contexto histórico particular. Por isso, é válido afirmar que precisamos saber o tempo, local e situação em que cada profeta disse: “Assim diz o Senhor”.

   d) Formas de pronunciamento profético

   d.1) jurídico: a profecia é construída como se fosse um processo em um tribunal. Esse tipo de profecia mostrava a acusação pela desobediência. Exemplo: Isaías 3. 13-26.

   d.2) Promessa: é o tipo de profecia que promete salvação. Essas profecias são baseadas em textos da Lei que mostram os benefícios da obediência. Exemplo: Amós 9. 11-15.

   d.3) “ai”: é uma expressão de luto, de morte. No caso, essa expressão marca a desgraça que alcançava os israelitas pela desobediência. “não levantarão, pois, todos estes contra ele uma parábola e um provérbio sarcástico contra ele? E se dirá: ai daquele que multiplica o que não é seu! (até quando?) e daquele que carrega sobre si dívidas!” (Hq 2:6). Pode nos parecer, a princípio, que a mensagem anunciada há milhares de anos atrás, tenha sido apenas para um determinado povo e nação. Muito pelo contrário, ela trata de temas absolutamente importantes, urgentes e atuais. O mesmo quadro de corrupção, injustiça social, abuso de autoridade, afrouxamento dos padrões de moralidade, idolatria e frieza espiritual do povo de Deus que acontecia naquele tempo, continua se repetindo.

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LIVROS POÉTICOS E SAPIENCIAIS

   Segundo alguns estudiosos, seriam cinco sapienciais (Jó, Provérbios e Eclesiastes) e dois poéticos (Salmos e Cântico dos Cânticos). Sapiencial vem de uma palavra latina sapientia, que significa sabedoria. Portanto, sapienciais seriam aqueles livros que trazem a experiência, a cultura, ou seja, a sabedoria do povo de Israel. Os livros poéticos assim chamados por sua forma poética, ou seja, são escritos em poesia, que tem como principal tema, a grandeza do Deus soberano. a) Apresentando Jó e Salmos 2 Jó e Salmos tratam dos cuidados de Deus para com sua criação mais sublime, o homem. As circunstâncias podem ser adversas, mas o Senhor continua no controle (Jó 1.1). Quem escreveu o livro de Jó? A resposta é: “não se sabe”, estudiosos trazem como possibilidade: Moisés, Eliú, Salomão, Esdras e o próprio Jó; são só hipóteses não comprovadas historicamente, mas como Paulo diz em sua segunda carta a Timóteo: “toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; este belo livro conta a história de Jó, um homem reto e temente a Deus que passa pelas maiores provações que alguém jamais possa imaginar, perde fi lhos, bens, saúde e é desprezado por seus amigos, porém, tudo isto não é capaz de fazer com que Jó perca sua fé no Deus Altíssimo.  Ele vê tudo o que construiu desmoronar, mas sua convicção no Redentor restitui a ele tudo o que havia perdido. Salmos é o maior livro da Bíblia. Foi escrito por Davi (73 Salmos), Asafe (12 Salmos), fi lhos de Coré (9 Salmos), Salomão (2 Salmos), Etã, Hemã e Moisés (1 Salmo cada), sendo que quarenta e oito Salmos são anônimos. O livro de Salmos trata, de forma poética, os mais diversos temas, como o peso do pecado, sobre a misericórdia de Deus, a vinda do Messias, a importância de se louvar ao Senhor, e, principalmente, a necessidade de se guardar e vivenciar a Palavra de Deus. “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti. Bendito és tu, ó senhor; ensina-me os teus estatutos.” (Salmos 119:11-12). b) Apresentando Provérbios 2. O livro de Provérbios tem como características tratar de assuntos referentes a justos e ímpios e também à Sabedoria que vem de Deus. b.1) Conhecendo Provérbios 3. O livro de Provérbios foi quase todo escrito por Salomão, mas houve ajuda de Agur e do rei Lemuel nos capítulos 30 e 31, respectivamente. Um livro que trata da essência de toda a sabedoria, mas também trata do justo e do ímpio, comparando suas decisões e suas recompensas: • Justo: “mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” (Provérbios 4:18) • Ímpio: “o caminho dos ímpios é como a escuridão; nem sabem em que tropeçam (Provérbios 4:19) b.2) O temor do Senhor 4. “o temor do senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do santo a prudência.” (Provérbios 9:10). Salomão trata da sabedoria como um tesouro inigualável, pois ele sabe que a verdadeira sabedoria se inicia a partir do entendimento de temermos (respeito e obediência) a Deus. Salomão teve a oportunidade de pedir qualquer coisa ao Senhor, porém ele percebeu que nada nesta vida valor se a sabedoria de Deus não estiver sobre ele (1 Crônicas 1:7-12). c) Apresentando Eclesiastes e Cantares 1. Eclesiastes e Cantares são dois livros que tratam respectivamente do tempo de Deus e do seu controle e também do amor entre o noivo e a noiva, simbolicamente isto nos leva ao amor de Cristo e a Igreja. c.1) Conhecendo Eclesiastes 2 A autoria do livro de Eclesiastes é uma incógnita, porém o signifi cado de Eclesiastes é “Pregador”, ao qual os estudiosos atribuem ser Salomão. O capítulo três traz a essência do livro, onde se trata do tempo determinado para todas as coisas debaixo do céu, ou seja, para o homem, para que ele aprenda que as coisas terrenas estão ligadas ao tempo, diferentemente do céu, onde tudo é atemporal, pois se trata do eterno. c.2) Entendendo Cantares 3. Salomão escreveu 1005 cânticos, mas o que escreveu para a sunamita com certeza é o que mais se destaca. As declarações contidas neste cântico demonstram um amor intenso e verdadeiro entre os noivos, que servem de parâmetros para o relacionamento matrimonial entre um homem e uma mulher. 4. “Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu; ele apascenta entre os lírios.” (Cantares de Salomão 6:3). EPÍSTOLAS a) O que são as epístolas? 5. O termo epistolé deriva do verbo epistellõ, e indicava, originalmente, as mensagens orais enviadas por um arauto (mensageiro). Depois, o termo passou a ser aplicado a cartas enviadas por uma entidade ou indivíduo. Chamamos de Epístolas os 21 livros dos 27 livros do Novo Testamento. b) Classifi cação: 1) As Epístolas de Paulo: • Epístolas Eclesiásticas (escritas às Igrejas): Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses. Havendo ainda a Epístola aos Hebreus que muitos supõem ser também do apóstolo Paulo. • Epístolas Pastorais (Escritas aos Pastores): 1 e 2 Timóteo, Tito. Esta designação realmente se fi rmou a partir de 1726, quando um grande erudito chamado Paul Anton deu uma série de conferências famosas a respeito delas, as quais chamou “Epístolas Pastorais.” • Epístola Pessoal (É uma carta pessoal de Paulo à Filemon): Filemon. 2) As Epistolas Católicas ou Gerais: São católicas, isto é, gerais ou universais, porque foram dirigidas à Igreja em geral. Tiago, 1 e 2 Pedro, 1 João e Judas. 3) Epístolas Pessoais: 2 e 3 João. Essas são Epístolas dirigidas a indivíduos. c) Fatos gerais Sobre as Epístolas: • Elas deveriam ser lidas diante de toda a Igreja. (Colossenses 4:16) • Elas circulavam entre as igrejas (Colossenses 4:16) • Elas tinham caráter normativo para as igrejas (2 Tessalonicenses 2:15; 3.14) • Os apóstolos se preocupavam com o perigo da igreja se enganar com as “falsas epístolas” que também começavam a circular entre as igrejas (2 Tessalonicenses 3:17) • As Igrejas colecionavam Epístolas (2 Pedro 3:16) • Às vezes, os apóstolos utilizavam secretários, para redigir as Epístolas (Romanos 16) . EVANGELHO 1. Os Evangelhos são os livros que contam a história e os ensinamentos de Jesus. Os quatro evangelhos são: Mateus, Marcos, Lucas e João. Cada evangelho é escrito para um público e têm características que atendem a esse público, ou seja, o escritor de cada evangelho está preocupado em tornar essa boa notícia clara para sua comunidade alvo. a) Os Evangelhos sinóticos 2. Os evangelhos sinóticos são Mateus, Marcos e Lucas. A palavra sinótico signifi ca: aquilo que é visto com o mesmo olhar. Por isso, podemos dizer que esses três evangelhos são similares no que diz respeito à ordem em que foram escritos, o número de histórias em comum, o estilo em que foram escritos. Porém, mesmo diante das similaridades, há diferenças, pois eles atendem a comunidades diferentes. Logo, embora trabalhem costumeiramente os mesmos temas, as abordagens são diferentes, isto é, a forma como se contam as histórias, as parábolas, as doutrinas são contextualizadas para que a comunidade entenda. Não adianta falar e não ser ouvido. 3. Mateus: o evangelho de Mateus foi escrito para os judeus e por isso, existem expressões que não são tão valorizadas como nos outros. Exemplo: Mateus usa muito o termo Senhor. A palavra Senhor é a tradução de Kurios. Na época de Jesus, muitos judeus usavam o Antigo Testamento na versão da Septuaginta. A Septuaginta era uma tradução da Bíblia Hebraica para o grego. Em hebraico, a palavra para Senhor é adonai, essa palavra era usada apenas para se referir ao senhorio de Deus. Quando a Bíblia Hebraica foi traduzida para o grego, Adonai foi traduzido por Kurios. Logo, podemos dizer que quando Mateus usa a palavra Senhor, está ratifi cando o senhorio de Jesus como Deus. 4. Marcos: esse evangelho foi escrito para uma comunidade romana que era perseguida. Por isso, o evangelho de Marcos é o mais curto e foca nas ações poderosas de Jesus a fi m daqueles irmãos crerem que Jesus está sustentando aquela comunidade oprimida.1. Lucas: o evangelho de Lucas teve como alvo comunidades pagãs. Por isso, o autor não fez muitas referências às profecias do Antigo Testamento como o fez Mateus. Os pagãos não conheciam as Escrituras, portanto, não faria sentido o uso. Lucas está muito mais preocupado em mostrar o Jesus das nações e para as nações. b) O evangelho de João 2. O evangelho de João é colocado à parte, pois não se organiza na mesma ótica dos outros. João escreve seu evangelho para uma comunidade helenizada (que possuía a cultura grega). Essa comunidade era impregnada de uma corrente fi losófi ca chamada de gnosticismo. Os gnósticos acreditavam que toda a matéria estava corrompida e, por isso, negavam a encarnação de Cristo. Então, João foca bastante na encarnação da Palavra entre outros conceitos que descontroem a fi losofi a gnóstica.

 

CONCLUSÃO

   Nesta conclusão, quero encorajá-lo a buscar a partir de uma disciplina cristã o hábito da leitura diária da Palavra de Deus. E esta leitura deve ser devocional. É feita pura e simplesmente para conhecer a Deus, colocar-se diante da Sua Palavra e ouvi-lO. São quatro os estágios pelas quais passamos ao nos dedicarmos à leitura devocional: leitura, meditação, oração e contemplação. Cada um nos conduz inevitavelmente ao outro. A leitura, quando feita repetidamente e com reverência, conduz à reflexão que muitas vezes vem acompanhada de uma visualização da cena bíblica. A leitura devocional é uma forma de nos colocarmos diante de Deus e de Sua Palavra como de fato deseja ouvir, meditar, orar e contemplar. É dessa postura que nasce, não apenas o prazer pela Palavra de Deus, mas também a experiência transformadora do poder da Graça Divina.

 

QUESTÕES PARA REFLEXÃO EM CLASSE

1. Quais foram os idiomas em que a Bíblia foi escrita?

R.

2. Quais os principais eventos narrados nos Livros Históricos?

R.

3. Por que os livros proféticos são divididos em MAIORES e MENORES?

R.

4. Consoante o texto de Efésios 1:3-13, somos eleitos de Deus. O que isso significa para você?

R.

5. O que significa livros SAPENCIAIS? Quais são eles?

R.

6. O que são EPÍSTOLAS? Liste quais foram os seus escritores.

R.

7. O que são os evangelhos sinóticos.

R.

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