Banner da lição da escola bíblica vigentePara se se ter uma vida espiritual saudável, a busca diária através da oração e da leitura bíblica não é algo opcional. Se quisermos permanecer de pé espiritualmente, mesmo sendo bombardeados todos os dias pelo inferno e todos os tipos de tentações, é imprescindível buscar na fonte eterna, que é Cristo Jesus, forças para cada dia de batalha. Cada cidadão do Reino de Jesus deve tomar sua carne, suas vontades e lançar-se de vez, sem olhar as circunstâncias adversas.

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  E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.    

Atos dos Apóstolos 2:46-47 

INTRODUÇÃO

   Quando nos tornamos cristãos passamos a fazer parte de uma família maior que a que temos na carne. Essa entrada na família da fé nos dá privilégios, mas também responsabilidades. Nessa semana vamos tratar do comprometimento cristão com a membresia. A palavra que dá origem a comprometimento é “compromittere” (do latim). É formada pelo prefixo “com” que significa junto e “promittere” que significa prometer. Poderíamos dizer que prometer significa “com promessa”. Portanto comprometimento seria a ação de agir em favor de uma causa a partir de um juramento, um voto. Nesse caso, quando nos tornamos cristãos, passamos a fazer parte de uma sociedade comprometida com uma missão, mas também com uma obrigação mútua de auxiliar, cuidar e suportar nossos irmãos em Cristo. É nesse relacionamento próximo entre homens e mulheres pecadores e falhos que Deus transforma o caráter dos Seus filhos.

 

COMUNHÃO (ANDAR JUNTOS)

   A palavra comunhão vem do latim “communione” e significa “ter algo em comum”. É tradução da palavra grega “koinonia”, palavra essa mais conhecida no meio cristão. É a palavra usada quando nos referimos à Ceia do Senhor, momento esse em que todos os cristãos, juntos, se reúnem para participar dos emblemas do corpo e do sangue de Jesus. Tendo em mente isso, o que significa ter comunhão com os irmãos? Deus quer ver Sua Igreja vivendo de forma unida, pois é através da unidade que os membros da igreja são encorajados a seguir em frente mesmo na adversidade. Somos o corpo de Cristo (Colossenses 1:24). Individualmente somos membros desse corpo (Romanos 12:5), portanto precisamos ter a preocupação com todas as partes que fazem parte desse corpo.

   Isso é ter comunhão. Ser unidos não significa sermos todos iguais, mas sim que contribuímos para o todo. Paulo afirma categoricamente que o fato de sermos diferentes não significa que temos que cada um puxar a corda para um lado diferente. Assim como em um corpo a mão, apesar de ser diferente do pé, não pode querer ir para a direita e o pé para a esquerda, nós, mesmo diferentes, não podemos querer objetivos diferentes daqueles que o corpo de Cristo tenha. Embora sendo partes diferentes, tanto a mão como o pé trabalham juntos para um mesmo propósito, ou seja, a felicidade do corpo todo (1 Coríntios 12:12-25). Quando uma parte do corpo físico tem problemas, todo o corpo padece.

   Quando há comunhão na Igreja de Cristo, existe unidade, amor, alegria. Em vez de ficarmos preocupados em fi car procurando defeito nos irmãos, buscaremos salvar o perdido. Muitas igrejas definharam até não sobrar quase nada porque seus membros ficaram procurando o cisco no olho dos outros e não cuidaram em tirar a trave de seus próprios olhos (Lucas 6:41-42). Vejamos o exemplo da igreja primitiva, exemplo a ser perseguido por todas as igrejas cristãs da atualidade. No livro de Atos temos em duas ocasiões o relato de como era a vida dos crentes. A primeira se refere a um momento após o grande derramamento do Espírito Santo sobre a igreja. É-nos dito que: “… e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos” (Atos dos Apóstolos 2:42-47).

   A segunda é depois da cura miraculosa do paralítico que ficava junto à entrada do Templo. O sinédrio, respirando os primeiros ares de perseguição à Igreja, teve que se conter por causa do grande sinal feito entre o povo (Atos dos Apóstolos 4:32-35). Podemos perceber que o resultado da comunhão da igreja era uma boa imagem para com “os de fora” e, principalmente, o agregar os que iam sendo salvos diariamente por causa da pregação do evangelho. Sendo assim, podemos afirmar que a comunhão faz a igreja refletir Cristo aos perdidos, traz fortalecimento aos crentes e faz com que eles prevaleçam em meio à adversidade (Mateus 12:25-30), impede que o diabo possa ter vantagem sobre o corpo de Cristo (2 Coríntios 2:10-11), traz crescimento espiritual ao povo de Deus e faz com que o culto prestado a Deus seja aceito por Ele (Mateus 5:23-24).

 

COOPERAÇÃO (TRABALHAR JUNTOS)

   A palavra cooperação vem do latim “cooperatio” onde “co” significa juntos e “operatio” significa trabalho, daí o significado de cooperação ser literalmente trabalhar juntos. Dentro do contexto cristão, a cooperação alcança o sentido de trabalharmos juntos para alcançarmos um determinado fim. Quando Cristo estava para subir aos Céus, deixou bem claro qual era a incumbência dos cristãos. “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28:19-20 grifo nosso). Não existe nessa ordenança de Jesus espaço para exceções. Todo membro do corpo de Cristo é chamado para participar da grande comissão, ninguém será tomado por inocente se negligenciar esse privilégio.

   Alguns cristãos se sentem desconfortáveis quando lhes é dito que é necessário anunciar o evangelho e que isso será cobrado no dia do juízo. Dizem que não têm o dom de pregar e nem de ensinar. Mas isso é uma desculpa tão esfarrapada quanto a que foi dada pelos convidados para as bodas de casamento do filho do Rei na parábola contada por Cristo (Lucas 14:16-24). Paulo diz que Deus dá aos cristãos dons espirituais para a edificação da Igreja (1 Coríntios 14:12). E a Igreja tem uma finalidade, a pregação do evangelho. Portanto os dons espirituais são dados para essa finalidade. Sendo assim é certo que todos nós temos um dom que nos é dado para trabalharmos para Deus. E somos ensinados a pedir os melhores dons (1 Coríntios 12:30).

   Quem se nega a pregar está com sérios problemas junto ao Senhor. Mas antes de alguém entrar em desespero porque acha que não possui nenhum atributo que possa ser usado para a pregação do evangelho e que por isso pode ser considerado negligente diante de Deus, deixe-me contar uma história que ilustrará o verdadeiro significado de exalar o bom perfume de Cristo. Ela ocorreu em Santa Catarina. Uma irmã cristã que não sabia ler e nem escrever era a maior ganhadora de almas de sua comunidade cristã. A maioria dos novos crentes eram oriundos de seu testemunho direto. Como ela fazia para alcançar os perdidos sem saber ler e nem escrever? Sua forma de abordagem era simples. Ela saía de casa em casa na sua vizinhança e se oferecia para orar pelos seus vizinhos.

   Dificilmente alguém se negava a permitir sua entrada em suas casas para receber uma oração por sua família. Dessa forma ela voltava diversas vezes a essas mesmas casas todas as semanas e orava por seus vizinhos. Comovidos com a forma interessada dessa irmã e vendo sua vida santificada, sentiam-se atraídos a Cristo, queriam ter o que ela possuía. Com o passar do tempo, pediam para saber mais de Jesus. Mas a nossa irmã não sabia ensinar, não tinha conhecimento para isso. Sabedora de sua incapacidade de ensinar lhes dizia que não sabia como lhes falar de Cristo, mas lhes oferecia trazer um irmão da igreja que poderia lhes falar do amor de Jesus. Dessa forma, por meio dela, muitos vieram a conhecer o caminho da salvação. Muitos cristãos acham que pregar o evangelho significa subir em um púlpito, dar estudos bíblicos, predicar a Palavra em praça pública, cantar louvores no grupo vocal da igreja, etc. Mas tudo isso também depende de uma vida voltada para Deus.

   O maior ganhador de almas é aquele que tem uma vida santificada. Se somos verdadeiramente novas criaturas, isso não poderá ser escondido e se manifestará pelas nossas palavras, pelo nosso agir, pelo nosso modo de nos vestir, pelo nosso tratamento dispensado aos outros, etc. Isso causará um impacto em muitas pessoas que estão buscando algo para preencher-lhes o vazio de suas almas. Nosso testemunho pessoal fala muito mais alto que qualquer pregação. É nas coisas simples do nosso dia a dia que podemos nos aproximar das pessoas que estão em nossa volta e falar do amor de Deus. Às vezes o oferecer um pão feito em casa para um vizinho pode ser o meio de apresentar a ele o “Pão da Vida”. Quando agimos assim, como corpo, todos cooperando juntos com o objetivo comum que é anunciar a preciosa graça de Jesus dada a um mundo condenado, é que alcançamos a plena edificação da Igreja e a satisfação de participarmos da salvação de almas para o Reino de Deus.

 

PARTICIPAÇÃO NO CORPO

   Vivemos em uma época que está muito difícil ser um cristão. O secularismo, o ateísmo e o mundanismo têm destruído a fé de muitos, principalmente de nossos filhos e filhas que são bombardeados nas escolas e Universidades com o ensinamento da pseudociência moderna e a sua teoria da evolução das espécies, norma esta que nega a existência de um Criador e exalta o homem acima de tudo. Além disso, a nossa sociedade está cada vez mais erotizada, fazendo com que nossas crianças sejam levadas a conhecer assuntos que não são próprios para as suas idades. Até mesmo os adultos estão sendo influenciados por esse excesso de sexo nas mídias seculares. Isso tem levado lares à destruição, gravidez precoce em adolescentes, crianças com dúvida quanto ao seu sexo biológico, divórcio de casais.

   Nesse contexto cultural em que vivemos, jamais a participação no corpo de Cristo (a Igreja) foi tão importante. Infelizmente existem alguns falsos cristãos ensinando que devemos nos afastar das igrejas porque essas estão corrompidas e só pensam em explorar os crentes financeiramente. Isso, em alguns casos, realmente está acontecendo. Mas não é motivo para deixarmos de participar do convívio cristão. Embora há denominações que visam a apenas o lucro de seus líderes, ainda existem várias denominações cristãs que prezam pela pregação do verdadeiro evangelho de Cristo. Portanto é desculpa usar o exemplo dessas famigeradas disseminadoras de inverdades para deixar de frequentar uma igreja séria e que preze pela boa saúde espiritual dos seus membros. O apóstolo Paulo no livro de Hebreus diz “não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia” (Hebreus 10:25).

   A participação no corpo é importante porque é ali que os crentes devem se ajudar uns aos outros. Paulo afirma em Efésios “com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor” (Efésios 4:2 grifo nosso). A maioria dos leitores dessa passagem de Efésios tem uma má compreensão do que Paulo estava tentando ensinar. Acham que a ordem do apóstolo é a de que os crentes devem se aturar, aguentar e engolir em seco os defeitos dos outros. Isso passa uma ideia genérica e fora do real significado do que Paulo queria dos crentes em Éfeso e, portanto, nas demais igrejas cristãs. A palavra grega usada por Paulo nesse texto é ανεχομενοι e a tradução correta dela é “tolerar”.

   Portanto o apóstolo está dizendo para sermos tolerantes em amor. Uma pessoa tolerante suporta muitas coisas. Cristo foi a pessoa mais tolerante que o mundo já presenciou, e vemos Ele tolerando os discípulos por três anos. E bem sabemos que os nossos queridos apóstolos eram cheios de defeitos. Jesus tolerou os escribas e os fariseus durante todo o Seu ministério e até mesmo os perdoou quando estava pendurado no madeiro e recebia impropérios por parte deles (Lucas 23:34). Portanto, ser tolerante não é apenas suportar alguém, como alguns acham e ensinam. É amar e procurar ajudar os outros apesar dos defeitos de caráter, é ser capaz de enxergar o melhor nas pessoas mesmo quando isso parece difícil de ser encontrado.

   Suportar outra pessoa muitas vezes é possível mesmo entre os ímpios. Em uma empresa acontece várias vezes de funcionários se odiarem, mas se suportam porque precisam do emprego. Mas não há amor, não existe compreensão. Na realidade, se for possível até mesmo trabalham para se prejudicarem mutuamente. Isso não pode existir na Igreja de Cristo. O amor aos que menos merecem deve ser o alvo a ser atingido por todos os que nasceram novamente “da água e do espírito”. A Igreja existe para que ajudemos e apoiemos uns aos outros. Quando um desanima, o outro levanta. A palavra suportar também significa “sustentar o peso de”. Nesse sentido somos chamados a carregar os fardos uns dos outros. Isso quer dizer que, ao invés de ficarmos procurando o que criticar, devemos usar uma lupa para tentar achar um motivo para amar e ajudar nosso irmão.

   Nossa sociedade atual é egoísta, individualista e corrupta. É difícil imaginar que essas características não se encontram dentro da igreja. O corpo de Cristo é formado por homens e mulheres pecadores e, portanto, portadores dessas particularidades horríveis do século presente. Sendo assim, se procurarmos o mal nos outros, encontraremos. Mas também é certo que os outros encontrarão o mal em nós. Quem ganha com essa busca desenfreada pelos defeitos alheios? O Diabo, aquele que quer matar e destruir (João 10:10). Não podemos dar lugar ao diabo em nossas igrejas, Deus nos chama para amarmos uns aos outros como Ele nos amou (João 13:34).

 

CONCLUSÃO

   Concluímos dizendo que é necessário que tenhamos comunhão uns com os outros. Precisamos de uma igreja que busque o mesmo ideal, a salvação dos perdidos. Não existe crente que não possa falar de Jesus aos não crentes. Se houver santificação, o próprio fato de ser cristão já é um meio de pregar a Palavra, mesmo sem falar palavra alguma. E quando temos crentes nascidos de novo o resultado será uma igreja que sustenta os seus membros. Quando o crente estiver em perigo passando por luta espiritual, os demais irmãos perceberão isso e se unirão a ele para lutarem juntos contra o diabo. 

 

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO EM CLASSE

1. O que significa ter comunhão com os irmãos?

R.

2. Podemos ter formas diferentes de ver o mundo e mesmo assim trabalhar em prol de um objetivo comum?

R.

3. Qual o sentido de cooperação no contexto cristão?

R.

4. O crente deve deixar a convivência da igreja por causa dos defeitos dos outros crentes?

R.

5. O que significa suportar uns aos outros em amor?

R.

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