Banner da lição da escola bíblica vigentePara se se ter uma vida espiritual saudável, a busca diária através da oração e da leitura bíblica não é algo opcional. Se quisermos permanecer de pé espiritualmente, mesmo sendo bombardeados todos os dias pelo inferno e todos os tipos de tentações, é imprescindível buscar na fonte eterna, que é Cristo Jesus, forças para cada dia de batalha. Cada cidadão do Reino de Jesus deve tomar sua carne, suas vontades e lançar-se de vez, sem olhar as circunstâncias adversas.

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  E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.    

Gênesis 2:15 

INTRODUÇÃO

   Nos dias atuais, muito se discute acerca do legado ameaçador que as gerações seguintes receberão por nosso desenfreado e compulsivo consumismo alienado que produz graves problemas ambientais. Apesar da ideologização do tema e independente da comprovação ou não do aquecimento global, o meio que nos cerca diretamente - as nossas cidades - apresentam uma degradação evidente do ambiente: rios poluídos, altos volumes de lixo produzidos “per capita”, impermeabilização excessiva dos solos, entre outros fatores que afetam nossas vidas cotidianas. Esses temas nos chocam, pois se relacionam com a sobrevivência humana num planeta em que vidas se aglomeram cada vez mais em centros urbanos construídos caoticamente e reservas ambientais que estão sendo exauridas rapidamente. Para compreender a relação entre o cristão e o ambiente, faz-se necessário conhecer e relacionar dois conceitos: a) cosmovisão; b) ecologia.

 

A. COSMOVISÃO

   De acordo com Felipe Costa Santos (COSMOVISÃO - O contexto do conceito no pensamento teológico, 2019), cosmovisão é uma maneira peculiar de entender nossa relação com Deus, com o próximo e com o mundo. Todas as pessoas veem o mundo por meio de “lentes”; Essas “lentes” são o que denominamos cosmovisão. Vamos exemplificar.

Observe a imagem:  

   

Esta foto retrata o atentado às Torres Gêmeas em Nova Iorque no ano de 2001. Do lado esquerdo temos o ex-presidente George W. Bush e do lado direito o saudita Osama Bin Laden. Este fato trouxe as mesmas reações para ambos? Para o norte-americano gerou desespero, angústia, tristeza. Para o líder do “Al Quaeda” o atentado produziu alegria, entusiasmo. Para Bush, este fato caracteriza um ato terrorista. Para Bin Laden esse acontecimento foi heroico, um ato de obediência a “Alá” (denominação de Deus, em árabe). Em resumo, cada líder representado nesta fi gura irá interpretar o mesmo fato a partir de suas crenças, valores e conceitos do mundo que vivemos.

 

B. ECOLOGIA

   É estudo das interações dos seres vivos entre si e com o ambiente que vivem.

 

C. PORTANTO...

   (COSMOVISÃO + ECOLOGIA) = A somatória desses dois conceitos acima se relaciona com aquilo que acreditamos acerca de nós mesmos, de Deus e do mundo onde vivemos e que determinará nossas decisões quanto ao nosso planeta.

 

1.CRISTIANISMO E A COSMOVISÃO ENTRE CIÊNCIA E PROGRESSO

   Ao longo dos séculos, o cristianismo tem contribuído para a interação entre ciência e progresso. Estudiosos tem reconhecido a necessidade de uma base religiosa na área de ecologia. “A ecologia humana é profundamente condicionada pelas crenças sobre nossa natureza e nosso destino – isto é, pela religião”.

   Em oposição a esse pensamento, é fato que os grandes poluidores do planeta nasceram sob a égide do Cristianismo. Essa constatação não invalida os ensinamentos bíblicos sobre o cuidado com a natureza. Isso nos mostra que, infelizmente, os interesses econômicos suplantaram os referenciais cristãos acerca da mentalidade ecológica bíblica.

   Assim, faz-se necessário revisitar os principais conceitos bíblicos acerca do tema que possam servir de base para a formação de uma mentalidade ecológica cristã.

 

1.1 O MUNDO FOI CRIADO POR DEUS

   “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1:1). O planeta em que vivemos é obra das mãos divinas. É claro que nosso Pai é o soberano Senhor da criação, como afirmou o rei Davi: “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Salmos 24:1). Assim, por extensão, o planeta terra merece ser preservado, como lar que Deus preparou para nós e os demais seres vivos.

 

1.2 O MUNDO FOI CRIADO BOM

   No final de cada dia de criação o autor do livro de Gênesis afirmava: “E viu Deus tudo quanto fi zera, e eis que era muito bom”. Durante muito tempo acreditava-se que a matéria é má e desorganizada. Havia uma perspectiva negativa do mundo físico. Quando o texto diz “MUITO BOM”, compreendemos que este planeta foi criado perfeito e adequado a todas as necessidades humanas.

 

1.3 O SER HUMANO É MORDOMO DA CRIAÇÃO

   “Tomou o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para cultivar e o guardar” (Gênesis 2:15). Fomos designados “gerentes” desse mundo tendo alguns mandados: cuidar da criação, de onde tiraria seu sustento, protegê-la e preservá-la, conhecê-la, estudá-la, para assim conhecer melhor a si mesmo e a Deus. Assim o ser humano é mordomo de Deus. Não somos soberanos senhores, donos e déspotas deste planeta, mas responsáveis diante de Deus, pelo emprego sustentável dos recursos naturais.

 

2. O PECADO AFETOU NOSSA RELAÇÃO COM O PLANETA

   De acordo com a Bíblia, quando o ser humano colocado no jardim se revoltou contra o Criador, precipitou no caos a si mesmo e a criação pela qual era responsável. “Maldita é a terra por tua causa” (Gênesis 3:17), foi a sentença do Criador ao ser humano, agora sujeito à morte, a retornar ao pó de onde fora tirado. Tensões se estabeleceram entre Deus e o ser humano, entre o ser humano e seus semelhantes, e entre o ser humano e a natureza. A crise que vivemos hoje se deve a estas tensões:

 

2.1 SEPARADO ESPIRITUALMENTE:

   Nós, seres humanos, perdemos a referência da relação criatura-Criador. Isso afetou a forma de vermos o mundo ao nosso redor, que ora degrada, ora cultua e teme como um próprio Deus.

 

2.2 TENSÃO EMOCIONAL COM O SEMELHANTE:

   O egoísmo humano gera a exploração desenfreada dos recursos naturais, sem levar em conta que as gerações futuras (seus próprios fi lhos) serão afetadas pelos problemas ambientais.

 

2.3 TENSÃO COM A NATUREZA:

   Esta é agredida, explorada, exaurida em nome do poder, do lucro, do suposto progresso e do nosso consumismo alienado.

 

3. PERSPECTIVAS POPULARES SOBRE A NATUREZA

   A ausência de uma cosmovisão cristã sobre o assunto direciona pelo menos três perspectivas acerca da preservação do planeta.

 

3.1 VISÃO MÍSTICA

   O ser humano é entendido como servo da natureza, com a obrigação de preservá-la, pois ela é sagrada e como o ser humano devesse manter uma atitude de adoração para com ela. Essa visão impede o uso inteligente e racional dos recursos naturais, a busca de soluções para os graves problemas humanos e o desenvolvimento do ser humano em geral.

 

3.2 VISÃO SENTIMENTALISTA

   Nesta perspectiva percebemos um ideal rural, ou seja, apenas a vida no campo é correta e, em oposição, a vida urbana é demonizada. Essa visão, à semelhança da anterior, impede que o ser humano explore com sabedoria e responsabilidade os enormes recursos naturais à sua disposição e que podem promover seu progresso e bemestar, e isso sem a depredação da natureza.

 

CONCLUSÃO

   A partir da cosmovisão bíblica, compreendemos que os problemas ambientais têm sua origem na moralidade e espiritualidade humana. Assim, a solução passa pela transformação interior das pessoas a partir da mudança de mentalidade com relação a Deus, ao próximo e à natureza, tendo como sustentação e direcionamento as Sagradas Escrituras. Em resumo, é esse o chamado do Evangelho. 

 

QUESTÕES PARA REFLEXÃO EM CLASSE

1. Defina o que é cosmovisão.

R.

2. A partir da visão bíblica, qual deve ser a relação do cristão com o ambiente?

R.

3. Qual o impacto que o pecado promoveu na relação do ser humano com a natureza?

R.

4. Quais são as perspectivas populares acerca da preservação da natureza?

R.

5. Explique a seguinte frase: os problemas ambientais são de ordem moral e espiritual.

R.

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