Vamos tratar agora sobre um assunto bastante importante, tema esse que possui seu aspecto relacionado nas escrituras 140 vezes se levado em consideração os sinônimos da palavra “tesouro”. Pois bem, em nossas igrejas – tratando especificamente em nossa denominação- muitas vezes não possuímos um departamento de tesouraria que esteja preparado em sua estrutura, organização e fluxo de atividades que comportem a demanda que possuímos. Por diversas situações não conseguimos desempenhar uma atividade clara, lógica, objetiva e transparente a  ponto de conscientizar a nossa membresia quanto a sua responsabilidade que é de suster as necessidades e os objetivos traçados pela instituição.

Esse artigo vem tentar, de modo simples, estabelecer um caminho inicial de apoio para o desenvolvimento de uma tesouraria responsável na igreja local, pois como mordomos de Cristo devemos manter as coisas de Deus em perfeita ordem. Com as devidas regras estabelecidas teremos um melhor uso e controle dos fluxos de todas as finanças que são coletadas em nossas instituições. Lembremo-nos sempre que devemos satisfação de tudo a todos.

ORGANIZANDO E DESENVOLVENDO

Infelizmente, em nossos dias quase tudo gira em torno das finanças e o papel da igreja local é saber como se portar diante desse aspecto. É também saber como tratar o recebimento de donativos, contabilizá-los e aplicá-los de forma honesta, planejada e acertada.

Para se organizar um departamento de tesouraria devemos compreender quais as funções que o departamento irá realizar como também quais atribuições que os integrantes irão desempenhar. Então vejamos uma elaboração simples de um departamento de finanças em cinco simples passos.

1º PASSO – ESCOLHA DOS INTEGRANTES DO DEPARTAMENTO

A escolha dos integrantes é o passo essencial e indispensável para a organização de qualquer que seja o departamento, pois tudo só terá andamento se possuirmos o material humano para desempenhá-lo. Deverão ser eleitos para o preenchimento do cargo de tesoureiro(a) pessoas que possuam conhecimento ou pré-disposição para as causas financeiras, que possuam uma vida reta e honesta, além de possuir uma conduta ilibada e carisma dos demais membros da instituição. Lembrando sempre que deverá ser indispensável em todos os pontos discorridos nesse artigo a necessidade do amor, dedicação, desprendimento e responsabilidade com a obra de Deus.

2º PASSO – ELABORAÇÃO DE CATEGORIAS E NOMENCLATURAS

Para melhor entendimento e compreensão dos integrantes e dos demais membros da igreja é importante que seja estabelecido categorias e nomenclaturas a todas as atividades financeiras que irão ocorrer dentro do departamento. Pois assim, será criada uma linguagem fixa e igualitária entre todos.

Deverão ser elaboradas nomenclaturas que caracterizem de forma clara todas as transações realizadas. Para as formas de entradas de receita no caixa da igreja devem ser seguidos padrões lógicos tais como exemplos: Oferta Geral, Oferta Especial, Oferta Direcionada, Oferta Externa, Aplicação Bancária, Ressarcimentos, dentre outros. Para a saída de finanças podem ser utilizados: Serviços Contínuos, Serviços não Contínuos, Material Permanente, Material não Permanente e Outras Saídas.

Sinta-se a vontade sempre de realizar pesquisa de funcionamento em outras instituições e tentar adaptar de forma coerente a situação e a necessidade da igreja a qual você participa.

3º PASSO – CRIAÇÃO DE CONTAS

A criação de contas é necessária para os integrantes poderem possuir um controle mais efetivo dos valores que serão direcionados para as diversas atividades a serem realizadas pela igreja. Quando falo em criação de contas não necessariamente estou tratando de contas bancárias – mesmo sendo ela indicada por questão de segurança e agilidade em pagamentos e demais transações bancárias. A criação de contas de identificação possui o propósito de melhor gerir a aplicabilidade das finanças, tal como uma Conta Principal que tratasse de tudo relacionado ao pagamento de serviços contínuos da igreja ( água, energia, internet e demais), e uma Conta Construção que possuísse valores específicos para ser aplicados na manutenção, reparo e reformas no templo.

Lembre-se sempre, que o quantitativo de criação de contas dependerá diretamente da necessidade administrativa e o porte da igreja.

4º PASSO – CRIAÇÃO DE MATERIAIS DE TRANSPARÊNCIA DE ATIVIDADES

Para auxiliar no controle das finanças deverão ser desenvolvidos quadros de movimentações financeiras sintéticas e analíticas que ajudem a compreender o fluxo de entrada e saída das finanças. Tal como: prestação de contas estabelecida pelo estatuto da igreja (descrevendo os comparativos das receitas versus despesas com os respectivos saldos de todas as contas que a igreja possui), pois além de servir como elemento palpável na prestação de contas, trará para os integrantes do departamento documentos comprobatórios de sua administração. Isto poderá ser verificado para elaboração de projeções e estabelecimento de metas, além da possibilidade de criação de projetos pela igreja, levando em conta a sustentabilidade e aporte financeiro que poderá ser depreendido através da análise.

Com a elaboração dos quadros financeiros, além de gerar transparência, ainda oferece ao Conselho Fiscal um material compreensível e de fácil análise, para que o mesmo possa emitir o relatório de aprovação ou reanálise das finanças de forma rápida.  

5º PASSO – UTILIZANDO AS FERRAMENTAS CERTAS

É indispensável para o departamento a utilização de ferramentas que o auxilie na elaboração de suas atividades. Tais como: elaboração de relatórios, produção textual e gráfica de todas as finanças da igreja.

Atualmente muitíssimas instituições realizam sua administração financeira através da utilização de planilhas eletrônicas, pois possibilitam que usuários simultâneos possam estar realizando a inserção de informações, gerando além de rapidez, bastante comodidade e segurança.

Indico sempre a todo o departamento de tesouraria possuir seus equipamentos tecnológicos, tais como: Micro-Computador ou Notebook e um impressora, além, é claro, de um software que seja capaz de atender a necessidade do departamento.

Atualmente, existe um sistema desenvolvido especificamente para atender as demandas das Igrejas Batistas do Sétimo Dia do Brasil denominado de Sistema Geral. O referido sistema possui a função de oferecer o suporte necessário aos tesoureiros e secretários para gerir de forma simples e eficaz os seus departamentos. Acesse o site do Sistema Geral para conhecer este software.

E POR FIM...

A organização de um departamento de tesouraria em síntese consiste em criar, funcionalizar, projetar e preservar as informações e dados referente a todas as finanças que passam pela igreja. Pois, como despenseiros desta nobre missão devemos possuir responsabilidade e competência para organizarmos e planejarmos a estruturação de um departamento totalmente funcional, escalonável e sadio.   

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