Começa na cabeça de uma pessoa, compartilha com um grupo de amigos, convoca sua cidade pelas redes sociais, outras cidades ficam sabendo e compram a ideia, outros estados ficam cientes e compram a briga por sentirem as mesmas dores. Os jornais impresso, de telejornalismo, e rádio e internet noticiam, e a nação inteira adere o ato. A reivindicação inicial é solucionada, mas o povo tem uma lista enorme de outros motivos para protestar: saúde, educação, moradia, salário, respeito, políticas públicas. Como um rastro de pólvora, tudo o que estava engasgado se explode com pés, mãos, cabeça, vozes na rua. São cartazes, camisas brancas, gritos de protesto.

A juventude que nasceu no final ou depois da ditadura e nunca viveu um movimento como este sai às ruas, e juntos levam todas as outras gerações que tem experiência em usar a voz e a força do povo.

A juventude batista que só comemorava os feitos que originaram sua veia protestante agora vivem o protestantismo. É uma geração aprendendo na prática o que já sabia na teoria, que é direito do cidadão protestar, e é dever do cristão lutar. É a juventude que vivia longe do mundo da política entendendo o dever de estar dentro do cenário político. “Aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão. Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva” (Isaías 1:17).

Diante dos acontecimentos também é necessário aprender a lutar com sabedoria, com palavras coerentes, com justiça divina, respeitando a opinião do outro, assim como seu direito. Quem quer paz, primeiro tem que dar paz; quem quer justiça, primeiro tem que oferecer justiça. E isso não se refere apenas do governo para com a população, mas como do cristão para com as pessoas que o cercam. Partindo da ideia de que agressão não é só física, mas moral também.

A internet, em especial as redes sociais, estão sendo o palco das manifestações. Depois da rua é claro! É onde frases soltas são jogadas, frases que humilham o evangelho, e o que é pior, frases feitas por evangélicos. As agressões estão indo além do físico, estão invadindo a moral. A Bíblia é deixada de lado para aqueles que querem falar sem pensar. O povo cristão precisa protestar, mas também precisa orar como em Salmos 120:2: “Senhor, livra-me dos lábios mentirosos e da língua traiçoeira!” Protesto sem sabedoria é agressão física ou moral.

Que Deus abençoe os batistas brasileiros com coragem de lutar por justiça e sabedoria para lutar. (AP)

Fonte: O Jornal Batista, Ano CXIII, Edição 26, 30/06/2013, p. 2.

Artigos Relacionados

Informações sobre a 52ª Assembléia Geral Informações sobre a 52ª Assembléia Geral
Em síntese repasso as informações mais relevantes sobre a 52ª Convenção Nacional de nossa igreja. 1) A ordenação de mulheres ao diaconato...
Notícias de Capim Grosso/BA Notícias de Capim Grosso/BA
Dos dias 04 a 10 de setembro de 2013, o Presidente da CBSDB, Pr. Leonildo Lebkuchen, acompanhado pelo Pr. José Bernardino, da IBSD de Ipanema/MG,...