Temos os mais variados hábitos: alguns de nós levantamos cedo, outros tarde; escovamos os dentes e tomamos nosso café ou primeiro o café e depois os dentes. Saímos para trabalhar, estudar, malhar, correr, enfim, não importa o quê, todos nós temos rotinas, hábitos e costumes.Tornamo-nos aquilo em que gastamos o nosso valioso tempo.

Imagine se em nossa rotina fosse acrescentado um belo período diário na presença de Deus e em comunhão com a sua Palavra! Como seria nossa vida?

A única maneira de se conhecer alguém é gastando tempo com essa pessoa e com Deus não é diferente.

Faze-me ouvir do teu amor leal pela manhã, pois em ti confio. Mostra-me o caminho que devo seguir, pois a ti elevo a minha alma.

Salmos 143:8

Por que preciso de um devocional?

Quando olho para as escrituras sagradas vejo muitos heróis e heroínas da fé que com determinação e obediência alcançaram êxito na vida espiritual, dentre esses podemos citar Moisés, que chama a atenção pelo esforço que empreendia costumeiramente para manter seu relacionamento afiado com o Pai: (Êxodo 33:7-11). Semelhante à Moisés e igualmente fiéis ao relacionamento espiritual, podemos encontrar Samuel, entregando-se totalmente a Deus desde a mocidade (1 Samuel 2:18); ao rei Davi, que amava e extasiava-se em ao menos ser convidado à casa de Deus para adorá-lo (Salmos 122:1); à Simeão e Ana, que esperavam ardentemente em comunhão com Espírito Santo pela revelação do Messias (Lucas 2:25-26); aos apóstolos que, após a ascensão de Jesus aos céus, não só mantiveram ligação direta com Deus, como também se dedicaram ao ensino da busca por intimidade (1 Pedro 4:7) e a muitos outros personagens exemplares; o exame da vida de cada um deles leva o leitor a uma auto avaliação e a uma pergunta: o que estou fazendo pelo meu relacionamento com Deus?

São inúmeros os benefícios para alguém que tem o costume de se deleitar diariamente com o Espírito Santo através de uma vida de oração, mas pelo menos três pontos positivos nós podemos citar para que o leitor perceba o quanto é essencial dar início esse hábito o mais depressa possível. Analisemos a urgência de tal comunhão:

Revestimento Espiritual

(Mateus 17:21) O Senhor Jesus, quando estava na terra ensinando aos seus discípulos a como combater as obras das trevas, deixou-lhes claro que o mal, ou seja, o diabo, não pode vencer um servo de Deus que leva uma vida de jejum e oração de maneira sincera e ininterrupta diante do Pai.

PrArmadura De Efésiosecisamos entender que Satanás tentará, utilizando-se das nossas fraquezas, arrefecer nossa fé, sugar nosso tempo com programas fúteis e desnecessários, fazendo com que nós venhamos a cair na monotonia espiritual e perdendo a unção que Jesus nos deu quando venceu nosso adversário na Cruz. Os discípulos de Jesus, quando enviados para as cidades, anunciaram o reino de Deus, curaram enfermos e expeliram vários espíritos imundos, porém, encontraram um caso diferente no qual tentaram, entretanto, não conseguiram e saíram frustrados, até que o mestre lhes fez entender que para tudo existe uma ordem e também um preço a ser pago e que em casos como aquele, era necessário uma entrega maior em jejum e oração (Marcos 9:17-27). O apóstolo Paulo também escreveu aos irmãos de Éfeso exortando-os a não combaterem as pessoas, pois nossa luta real é contra os principados das trevas. Não devemos perder tempo combatendo nossos irmãos, enquanto o nosso verdadeiro inimigo, que é o mal, está vencendo (Efésios 6:12).

Paulo nos incentiva a estarmos revestidos de toda a armadura de Deus citada na epístola aos Efésios, com as quais estaremos prontos e capacitados para essa empreitada: o capacete que representam a salvação de nosso Senhor Jesus, através da cruz. A couraça, que simbolizando que Ele nos fez e continua a fazer-nos justos, tirando do inimigo a condição de usar contra nós os nossos erros do passado e lançando-os em nosso rosto. O escudo da fé para apagar os dardos inflamados do Diabo usados para nos distanciar da verdade. Por fim, as sandálias nos pés que levam com ousadia o evangelho da paz. Assim, quando estivermos armados e prontos a batalha se dará por meio da oração e da luta diária.

Jorge Müller, pouco tempo antes da sua morte, foi questionado por um pregador de sua época se ele orava muito. Sua resposta resumida foi dada desta forma:

“Algumas horas todos os dias. E ainda vivo no espírito de oração; oro enquanto ando, enquanto deitado e quando me levanto”.

Conectados com Deus estaremos e nos sentiremos revestidos todos os dias. O poder interior proveniente do relacionamento inunda todo o nosso ser, capacitando-nos para toda obra do Senhor.

Percepção de propósito

É fácil, para quem está sintonizado com Deus, receber revelação da vontade do Pai e entender os Seus planos para nós. É como se você estivesse vendo o mundo e todas as coisas ao seu redor, inclusive as pessoas, de forma diferente. É como se olhássemos através dos óculos do Espírito Santo e vendo o que Ele quer que vejamos. Tudo parece fazer sentido e a claridade do propósito é nítida, provocando em nosso interior uma alegria indizível em seu viver. Faze-me entender o caminho dos teus preceitos; assim falarei das tuas maravilhas. (Salmos 119:27). Precisamos entender que quem nos dá razão pra viver é o próprio Espírito de Deus.

A importância do devocional diário por meio de um diálogo sincero com a pessoa de Deus e da leitura continuada da Sua palavra nos auxiliará de forma insubstituível na caminhada da vida espiritual. Muitos cristãos perdem com o passar do tempo a essência do relacionamento com Jesus Cristo. Acabam por ficar acostumados com as mesmas coisas, com os mesmos louvores, com os mesmos “cinco minutos de oração” por dia, que no início pode até ter ajudado, mas agora são insuficientes para mantê-los de pé. Muitos parecem estar acostumados com as pregações de seus pastores e dos obreiros em suas igrejas. Chegam a pensar que todo o contexto é apenas isso, que não existe nada além que possa proporcionar alegria ou renovação espiritual. Sem perceber, começam a se queixar de tudo e culpar a todos pelo seu próprio estado espiritual e também de sua igreja.

Uma pessoa sem propósito ou foco e que está perdida em relação à sua espiritualidade pode ser mais prejudicial na igreja do que um ateu que tenta nos confundir a mente com teorias e fábulas infundadas. Pode ser mais desastrosa para a fé dos demais irmãos do que um escândalo causado por pecado. Indivíduos demasiadamente desconexos com Deus são incapazes de manter boa comunhão e projetam suas angústias em todos à sua volta. Da mesma forma que a simpatia e a gentileza podem contaminar o ambiente ao nosso redor, a amargura espiritual tem grande poder de derrubar estruturas que levam anos para serem construídas. Assim, como uma doença transmitida pelo simples contato é a depressão espiritual.

Precisamos estar cientes de que somos totalmente responsáveis pela manutenção do nosso relacionamento com Deus. De fato, Deus está perto e mais pronto a nos dar do que nós estamos a receber. Temos a liberdade de escolher buscá-lo ou rejeitá-lo.

Também é verdade que nosso relacionamento com Cristo cresce mediante nossa fé e entrega aos Seus propósitos (Romanos 1:17). Alguém que perdeu o contato com o Pai celeste, ou alguém que mesmo participando de um grupo religioso por muitos anos, ouvindo a respeito dEle e ainda assim nunca experimentou “mais de Deus”, pode acabar se acostumando a não se importar.

Aqui, chegamos no pior estágio possível, o de não ser frio ou quente, mas morno.

De acordo com o evangelho de Mateus, os habitantes de Cafarnaum testemunharam grande parte dos milagres que Jesus fez em seu ministério terreno, isto por ser a cidade onde o mestre viveu boa parte de sua vida. Ainda assim, Cafarnaum não dava a Cristo toda a honra devida ao Seu nome, trazendo sobre si grande repreensão do Senhor Jesus (Mateus 11:23). Acostumar-se com Deus tem se tornado comum para muitos.

Visto que já não desce mais fogo do céu para consumir pessoas irreverentes e não houve mais mortes súbitas como foi a de Uzá nos tempos de Davi (2 Samuel 6:8), podemos acabar por entrar nesse mar de indiferença às solenidades e correr o risco de prevaricar contra o Senhor.

A Bíblia nos ensina tudo o que precisamos saber para manter acesa essa chama de amor e do relacionamento com o Pai. Entre as muitas observações, podemos encontrar uma ordem do apóstolo Paulo: Orai sem cessar(1 Tessalonicenses 5:17). Somente observando cuidadosamente e pondo em prática, somos capazes de vislumbrar a importância desse ato e encontrar propósito de vida novamente.

Mais amor

Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor “ (1 João 4:8). É muito fácil amar nossos amigos, pessoas com quem crescemos e com quem nos relacionamos todo o tempo. Difícil mesmo é amar pessoas que nos tiram do sério, nos defraudam, caluniam ou que apenas não temos afinidades.

Quando examinamos os versos da primeira epístola aos Coríntios, no capítulo treze, fica evidente que amar naquele nível, só é possível com ajuda sobrenatural. Outra vantagem de estarmos completamente imersos em comunhão com os céus é a capacidade de amar sem pedir nada em troca. É se alegrar em estar mais pronto a dar do que receber. É não deixar de amar enquanto se está sofrendo ou sendo traído por alguém. Esse seria o reflexo mais claro do amor que Deus teve com o mundo a ponto de enviar Jesus para morrer por nós.

A partir desta revelação de amor verdadeiro, fica óbvio que não se trata de sentimentos, mas de percepção da realidade, ação. O verdadeiro amor não espera o clima do momento, ele é simplesmente praticado mediante a necessidade.

Sem a revelação desta verdade, somos incapazes de amar nosso próximo como a nós mesmos. Sendo assim, o servo de Deus fica incapacitado de obedecer aos dois maiores mandamentos, resumindo toda a Lei e os profetas (Mateus 22:37-39), por conseguinte, falar com Deus todos os dias vai ditar todo o cristianismo do fiel.

Jesus nos deu exemplo em tudo

Influenciado pela vida de oração de Jesus, certo discípulo pediu ao mestre: “Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos (Lucas 11:1). Pelo menos em cinco passagens no livro de Lucas, podemos observar como foi valioso para o mestre, separar-se de tudo e tirar um tempo para se relacionar com Pai. Se para Ele, que veio de Deus e que era Deus em carne, havia a necessidade de orar, imagine para os seus seguidores?!

Ao lavar os pés aos seus discípulos, Jesus dizia o quanto era importante que os servos imitassem o que o seu Senhor fazia (João 13:15). Enquanto esteve na terra, além de cumprir com o seu chamado, de lavar os pecados da humanidade, Jesus libertou cativos, curou a todos os oprimidos e também preparou o seus discípulos, homens que dariam continuidade no trabalho de seu mestre.

Enviando-os em Seu nome, Jesus fez deles embaixadores que o representassem e deu-lhes autoridade semelhante a que o Senhor usara perante seus olhos. Em sua última noite, na terra como mortal o mestre orou com maior intensidade já vista por seus seguidores (Lucas 22:39). Não houve dúvidas alguma para os apóstolos quanto à importância dada por Jesus em relação ao zelo pela oração, tanto que podemos vê-los realizando e ensinando essa prática por todo o Novo Testamento.

Despertando para a Comunhão

Para se se ter uma vida espiritual saudável, a busca diária através da oração e da leitura bíblica não é algo opcional. Se quisermos permanecer de pé espiritualmente, mesmo sendo bombardeados todos os dias pelo inferno e todos os tipos de tentações, é imprescindível buscar na fonte eterna, que é Cristo Jesus, forças para cada dia de batalha. Um dos problemas na maioria dos cristãos que querem dar um “Play” nos devocionais é a disposição que esperam vir dos céus. Cada cidadão do Reino de Jesus deve tomar sua carne, suas vontades e lançar-se de vez, sem olhar as circunstâncias adversas. É necessário empreender esforço e muitas das vezes, lutar contra nós mesmos.

Procure o mais depressa possível um método que vá lhe dirigir e estabelecer diretrizes essenciais. Assine nossos devocionais, gratuitamente, preenchendo o formulário ao lado ou na página dos devocionais. Deus está perto, Ele está dentro de nós, comece a clamar pelo Seu Nome!

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