Digo-lhes verdadeiramente que, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto.

João 12:24

Morte – horror de tantos – está entre os grandes medos universais da humanidade. Isso porque, o ser humano desde sua criação se preocupa com sua existência e, mais ainda, com sua finitude. E, por se tratar de um tema tão temido, é evitado. Mas Jesus, ao morrer na cruz, trouxe à humanidade outra perspectiva a respeito da morte, bem como a de suas consequências.

O apóstolo Paulo, aos Colossenses, escreveu: “Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus. Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria”. (Colossenses 3:3; 5). No âmbito cristão, para que sejamos usados por Deus, para que usufruamos de toda a plenitude (que está em Cristo), é preciso, de forma definitiva, abrir mão de tudo que nos afasta dele, isso implica em morrer - morrer-se, minguar-se, esvaziar-se de si mesmo e de toda a sua velha natureza para gerar vida. Esse é um dos mais belos paradoxos do Evangelho. E a decisão de mudar é individual e relacional – inicia na conversão e evolui na medida em que nos aprofundamos no conhecimento de Deus e permitimos a Sua transformação.

O Evangelho é puro e simples, poderoso e transformador. Para que se tenha acesso à vida abundante que o Senhor nos prometeu (Jo.10:10), e para que experimentemos a plenitude que flui através da vida de Deus em nós, precisamos primeiro passar pela morte. Logicamente, não me refiro à morte do corpo, morte física, morte natural, que conhecemos hoje e sobre a qual não temos domínio, é imperativa. Esse princípio aponta para uma morte imprescindível pela qual cada um precisa passar: A morte do EGO. E, essa morte sim, é fruto de uma decisão, de uma escolha nossa.

Morrer para viver e frutificar. Perceba como esse princípio (vida que flui da morte) é bastante enfatizado nas Sagradas Escrituras:

... e quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Quem acha a sua vida a perderá, e quem perde a sua vida por minha causa a encontrará.

Mateus 10:38-39

Pois se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão,

Romanos 8:13

 Dentro de uma analogia naturalista, ao observarmos o desenvolvimento de uma planta, desde a germinação (quando a casca se rompe) até a frutificação, percebemos o mesmo processo na vida do cristão. É pela operação da cruz que a casca da semente (morte do eu) se racha, liberando vida. Precisamos aprender com a semente para liberarmos a vida que está dentro de nós. A semente precisa morrer para produzir, nós precisamos anular nosso eu para podermos viver. A Palavra de Deus nos conduz a um caminho de morte do ego, não significando um caminho de derrota, mas um caminho de vitória. A morte do ego é a morte da carne, da justiça própria, do pecado.

Jesus morreu para nos dar vida (João 3:16). E a vida que Deus planejou para seus filhos é:

É possível viver esta vida? SIM! E JÁ! Porque essa vida é Cristo em nós, esperança da Glória! “Eu vim para que tenham vida, e vida em abundância.” (João 10:10). O maior sinal presente no Evangelho é o do novo homem, esse que pela graça divina e poder do Espírito Santo, é transformado. Jesus morreu por nós. Ele enfrentou as dores da cruz, derramando seu precioso sangue, morrendo em nosso lugar. A morte é um inimigo vencido. Aleluia! Jesus venceu a morte e Ele nos dá vida, vida em abundância!

para o ser humano lidar com o tema “morte”? O paradoxo “morrer para viver” se refere à que processo na vida do cristão?

A decisão de mudar é nossa, a transformação é obra de Deus. Você está disposta a mudar e permitir as transformações necessárias em sua vida?

Precisamos reconhecer que é Deus quem nos revitaliza e quem nos dá a força para recomeçar. Faça uma reflexão, quais áreas da sua vida precisam ser vivificadas? Em quais áreas da sua vida você tem percebido a necessidade de passar pelo caminho da Cruz?

Quais são as características daqueles que “morreram” para a sua própria vida? E quais os resultados?

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