Meu nome é Ivina Katherine Vieira Rocha, tenho 31 anos, sou casada com o Pr. Claudir de Oliveira há 13 anos com quem tenho duas filhas, a Heloisa, que atualmente está com 12 anos e a Isabela com três anos de idade. Com oito anos de idade aceitei Jesus como suficiente Salvador e com 12 anos conheci a igreja Batista do Sétimo Dia em Bocaiuva do Sul – PR. Quando cheguei nessa igreja fiquei encantada com o amor e o carinho que os irmãos demonstraram por mim e minha família e desde então tenho servido a Deus aqui.

Sempre gostei de estar envolvida nas atividades, não perdia um culto, sempre admirei as irmãs que se posicionavam servindo e ajudando a igreja, enquanto escrevo me lembro da irmã Izalita Oliveira, Reni Ivone Razoto, Maria Luiza Straube que ainda hoje continuam sendo inspiração para mim na devoção e obra de cada uma. Assim eu cresci na fé rodeada de bons exemplos e com desejo de servir como elas, mas nunca imaginei que um dia Deus me daria o privilégio de ser esposa de um Pastor, digo privilégio porque assim tem sido, Deus tem cuidado de mim, da minha família, e a igreja que pastoreamos é uma benção em nossas vidas.

Mas não posso ignorar que ao mesmo tempo em que para mim tem sido um privilégio, para outras irmãs ser esposa de pastor tem sido um fardo pesado e difícil de carregar porque muitas vezes as pessoas falam da esposa do pastor sempre julgando, apontando os defeitos, esquecendo que nós somos humanas, falhas e pecadoras como todo humano é, e assim a sensação que temos é de estar exposta em uma vitrine durante todo o tempo.

Para mim é um desafio escrever sobre esse assunto porque estamos pastoreando há apenas seis anos e sei que enfrentaremos ainda muitos desafios, mas quero deixar uma palavra para as esposas de pastores e também para a igreja.

Para as Esposas:

  1. Não nos esqueçamos de ser Esposas. Parece óbvio, mas muitas vezes erramos no óbvio. Boas esposas suprem as necessidades de seus maridos, físicas, espirituais e psicológicas.
  2. Sejamos companheiras em todo tempo. Nos trabalhos, nas orações, nas visitas, nas viagens.
  3. Oremos por nossos maridos e com eles. Nossas orações nos fortalecerão e nos unirão e isso trará benefícios para a família e para a igreja.
  4. Oremos pela igreja. Afinal de contas o ministério é nosso e não só de nossos maridos.
  5. Não negligenciar nossos filhos. Mais uma vez parece óbvio, mas como já dito, muitas vezes erramos no óbvio, podemos nos envolver tanto com a obra e acabarmos esquecendo que nossos filhos têm necessidades físicas, espirituais e psicológicas.
  6. Lembre-se você não é a “mulher maravilha”. Não tente fazer tudo sozinha, delegue, peça ajuda. Não se cobre tanto, você é humana com falhas e defeitos em um processo de construção.
  7. Não tenha medo. Cuide da obra do Senhor que Ele cuidará de você e de sua família.

Eu poderia elencar muitos outros pontos para as esposas e gostaria de aprofundar mais cada ponto desse que foi elencado aqui, quem sabe em outros artigos façamos isso, mas nossa intenção não é tornar esse texto enfadonho e cansativo, mas oro para que Deus revele em nosso coração como podemos melhorar como esposas e auxiliar melhor nossos esposos e igrejas.

Para finalizar quero deixar uma palavra para as igrejas com relação a nós esposas de pastor

  1. Fale menos e ore mais. Muitas vezes a igreja comenta sobre tudo relacionado a esposa do pastor, sua roupa, sua forma de falar, se ajuda, se não ajuda, e infelizmente se faz isso sem levar em conta que ela é uma mulher com falhas, defeitos, sonhos, enfim, um ser humano que luta para manter sua fé, sua família, então oremos mais e falemos menos.
  2. Ofereça ajuda aos seus pastores. Algumas igrejas pensam que por eles serem remunerados são obrigados a fazerem tudo sozinhos, a esposa do pastor, tem família, casa para limpar, filhos, familiares e por isso toda ajuda é bem vinda.
  3. Respeitem os limites. A casa pastoral não pode ser invadida, se ela está sendo usada pelo pastor e sua família os limites devem ser respeitados. Importante frisar aqui também os limites físicos, pastores também precisam de férias e devem ser respeitados em seus períodos de descanso.
  4. Os filhos do pastor são crianças como toda criança. Se é dedicado não faz mais que a obrigação afinal de contas é filho do pastor, se é uma criança que faz birra, chora, e faz outras coisas inerentes ao ser criança logo surgem comentários “e é filho do pastor”.
  5. Tente se colocar no lugar da esposa de pastor. Muitas delas não podem decorar a casa como gostariam porque ficam um, dois anos em um lugar e depois precisam mudar. Não podem planejar férias porque muitas vezes não é possível tirar férias devido aos muitos compromissos. Quando adoecem precisam procurar sarar logo porque seu esposo não pode parar os muitos compromissos para cuidar dela.

Estes pontos aqui apresentados podem parecer duros, mas é a realidade que muitas esposas enfrentam por isso peço às igrejas que orem por seus pastores, pois suas orações deixarão eles em pé para lutar por toda a igreja.

Para finalizar deixo uma última palavra para as esposas de pastor. O título deste artigo é Na vitrine porque de fato é como se estivéssemos expostas o tempo todo, e na realidade estamos, mas não quero que pensemos apenas de modo negativo, como se estivéssemos apenas sendo avaliadas e julgadas, que tal encararmos isso como algo positivo? Querida irmã, as pessoas estão de fato nos observando, então nos esforcemos para ser inspiração para as mais jovens, auxílio para as mais experientes e orgulho para nossos esposos e assim cumpriremos nosso papel como esposas de pastores.

Deixo um versículo parafraseando 1 Coríntios 15:58:

“Portanto, minhas amadas irmãs, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o nosso trabalho não é vão no Senhor”.

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